PM promete investir em ações conjuntas com as comunidades vulneráveis de Florianópolis

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Com os dados de redução no número de mortes violentas em Florianópolis apresentados na segunda-feira (01), exceto para os números de mortes em confronto, a Polícia Militar promete investir em trabalho preventivo nas comunidades da Capital. O comandante-geral da Polícia Militar e também secretário de Segurança Pública, Araújo Gomes, garante que a redução dos índices de violência permite que ações sejam articuladas em conjunto com os moradores.

Comandante-geral da PM e presidente do Colegiado, Araújo Gomes destaca o sufoco ao crime em Santa Catarina – Secom/Divulgação/ND

Desde agosto de 2018, quando as operações na cidade passaram a contar com maior efetivo, a PM afirma que pode dar início a um trabalho de inteligência para combater o crime organizado e tráfico de drogas.

A partir daí, agentes começaram a trabalhar em três diferentes eixos. No primeiro momento, quando houve ações de “choque de ordem”a PM esteve mais presente nas comunidades. Na segunda etapa, chamada de “sufoco ao crime”, o policiais fizeram operações de apreensão de armas e drogas. Agora, na fase que chama de “mãos dadas com a comunidade”, a presença de agentes militares é feita de forma mais preventiva.

“As operações nas comunidades são para restaurar a paz. Agora, a gente busca estar mais presente e de maneira preventiva”, alega Gomes.

Segundo dados da GEAC (Gerência de Estatística e Análise Criminal), da Secretaria de Segurança Pública do Estado, de 1º de janeiro a 26 de junho, Florianópolis registrou 26 homicídios, um feminicídio e nove mortes em decorrência de intervenções policiais. No geral, esses dados indicam redução de 54% no volume de homicídios, se comparados a 2018. Neste ano, até agora, a Capital contabiliza 36 mortes violentas.

Com maiores índices de violência, as regiões do Norte da Ilha e Continente ainda necessitam de ações. Na comunidade da Vila União, por exemplo, ainda há efetivo extra. No entanto, segundo Gomes, a expectativa é de que, no futuro, as operações sejam menos frequentes e as rondas sejam de rotina.

Em relação ao mesmo período de 2018, os dados marcam três índices distintos: maior percentual de mortes em ações da polícia, queda no número de homicídios e diminuição dos casos de feminicídios. A expectativa é de que até o final do ano os índices caíam ainda mais.

“Esse esforço de todas as policias é resultado desse índice. Com certeza teremos ainda mais números positivos”, afirmou.

Conjunto de forças contra facções

Desde janeiro de 2019, quando foi formado, o Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial atua de forma conjunta em operações de inteligência no Estado. Na Capital, além dos 1.200 policiais militares que estão diariamente nas ruas, a força de segurança busca ações de investigação e monitoramento.

“Nós fazemos um trabalho de inteligência muito importante. Os órgãos trocam informações entre si e monitoram facções e as chamadas áreas vermelhas, que são mais críticas. Além disso, usamos inteligência artificial para localizar e cruzar dados sobre as facções”, disse Gomes.

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