Polícia Civil pede prisão do pai do menino Jonatas e indicia casal por estelionato

Atualizado

Os pais do menino Jonatas Openkoski, investigados por uso indevido de recursos arrecadados para o tratamento do bebê, foram indiciados por estelionato e apropriação indébita nesta segunda-feira (30). Segundo a Polícia Civil, Aline e Renato Openkoski utilizaram parte do dinheiro da campanha, que buscava ajudar no combate à doença rara AME (Atrofia Muscular Espinhal), para manter uma vida de luxo.

Aline e Renato Openkoski vão passar por consultas com psicólogos e também receber assistentes sociais em casa - RICTV/Reprodução
Aline e Renato Openkoski vão passar por consultas com psicólogos e também receber assistentes sociais em casa – RICTV/Reprodução

Entre as compras feitas pelo casal estão roupas de marca e um carro que custou mais de R$ 140 mil, que eles alegaram ser destinado ao filho. No entanto, a polícia descobriu que não foi solicitado o benefício para compra de veículo para criança portadora de necessidade na compra do veículo.

A delegada Geórgia Bastos também pediu a prisão de Renato, com a justificativa de que o pai de Jonatas continua pedindo doações nas redes sociais e alegando que a Justiça bloqueou o dinheiro da campanha e, por isso, a família estaria passando necessidades – questões que, segundo a polícia, não condizem com a realidade.

Já o médico Danny César, de Balneário Camboriú, foi indiciado por falso testemunho, pois ele alegou para a polícia que havia doado R$ 10 mil para a compra de passagens para uma viagem com destino a Fernando de Noronha, mas este dinheiro teria saído da campanha da criança.

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Com informações da RICTV Record SC.

Estado