Polícia Civil promove choque de ordem na Capital

Bares, restaurantes, pousadas, postos de combustíveis estão na mira das autoridades: donos não têm licença para funcionar e ainda peitam o poder público

Operações da Polícia Civil têm interditado bares, restaurantes e até postos de combustíveis que funcionavam sem as licenças específicas. Na quinta-feira foram fechados estabelecimentos irregulares no entorno da UFSC; no fim de semana, na Lagoa e nos Ingleses. Ora, num país em que a cobrança de ética tem uma mão só – contra os políticos e contra as instituições –, não chega a ser surpresa que muitos empresários insistam em impor sua lógica de negócio à margem da lei. Só nos resta cumprimentar a delegada Michele Alves Corrêa, da Gerência de Fiscalização de Jogos e Diversões e Produtos Controlados, que tem coordenado essas operações, pelo seu empenho em aplicar a legislação e exigir dos responsáveis os necessários alvarás para funcionamento. Coisa, aliás, que a prefeitura também deveria fazer, em vista da verdadeira “casa mãe Joana” em que se transformou Florianópolis nos últimos dez anos. Muita gente se aproveitou do pouco caso oficial e transformou a cidade num paraíso de ilegalidades de toda ordem – do botequim da esquina às construções e loteamentos clandestinos, casas noturnas badaladas e outras atividades lucrativas.

Anarquia

Da mesma forma que um policial militar, ao exigir documentos, é peitado por um cidadão – como ocorreu recentemente em Blumenau –, outras autoridades são ignoradas e até hostilizadas por empresários quando recebem intimações para regularizar seus estabelecimentos. Todos os bares, casas noturnas, pousadas e postos de combustíveis já tinham sido notificados pela Polícia Civil. Mas os donos não deram bola, praticando desobediência explícita, que afronta a própria organização social.

O entorno

Muita gente pensa que a existência de bares no entorno da UFSC é responsabilidade da universidade, ou seja, que em tese deveriam se submeter às regras da instituição de ensino. Isso não é verdadeiro. Esses bares não se localizam no campus, apenas influenciam o espírito festivo do ambiente universitário à noite e nos fins de semana. Obviamente, bandidos se aproveitam desse despojamento para agir dentro do campus. Aí, sim, o problema é da UFSC.

Ainda a data…

Professor e pesquisador Nereu do Vale Pereira escreve para comentar a coluna do fim de semana, sobre o ano de fundação de Florianópolis. Ele reconhece a batalha do vereador Afrânio Boppré, que teve o apoio de outro parlamentar, Guilherme Botelho, com base em parecer do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Nereu diz também que apreciou “as importantes interferências do professor Sérgio Luiz Ferreira”, publicadas na coluna, acrescentando mais elementos à polêmica.

… de fundação

Nereu do Vale Pereira reafirma a existência de três datas referenciais, ou seja, 1673, 1675 e 1679: “Essa lacuna não é singular com relação a Florianópolis. Vários outros municípios brasileiros vivem experiências semelhantes e, para ter uma unidade de referência, editaram leis estabelecendo os referencias e baseados em manifestações de órgãos responsáveis e com respaldo de legislação municipal. Veja-se São Paulo e Rio de Janeiro”.

Pois agora

Neco Pelin, sobre o interesse na abertura do Mercado Público nos fins de semana: “Muito bom! Mas, vamos a um contraponto: encontrar com amigos para uma cerveja ou um vinho, bater um papo, saborear os petiscos… O negócio é deixar o carro em casa (‘se beber não dirija’). Só que, exatamente aos sábados e domingos, os ônibus urbanos reduzem os horários e os executivos não funcionam. E nós, do Continente, ficamos privados dessa oportunidade”.

História e farsa

Simpatizantes do juiz federal Sérgio Moro lançaram sua candidatura à presidência da República em 2018. São os adoradores dos salvadores da pátria, que até pouco tempo preferiam outro “herói”, o ex-ministro Joaquim Barbosa. Lembrando que a candidatura de Fernando Collor a presidente, em 1989, foi construída numa plataforma semelhante, a do “caçador de marajás”. Um pouco mais longe, Jânio Quadros (1960), modesto político de província e professor de português, encarnou o moralismo anticorrupção, mas, sem apoio político, acabou defenestrado da presidência sete meses após a posse.

Voto errado

“Nós temos um Congresso eleito pelo povo, mas os interesses não são do povo, e sim dos congressistas. Temos que aprender a votar”. Do cidadão Gean Carlo, no Twitter (@geacarlobc).

Saint-Exupéry

Professoras Carmen Lucia da Cruz Lima Gerlach e Márcia Regina Barreto Moraes lançam nesta quinta-feira, dia 25, às 19h, na Livraria Catarinense do Continente Shopping, o livro “Saint-Exupéry ou o Ensinamento do Deserto”, de Jean Huguet, traduzida do francês por elas.

Varal da Trajano

Próxima edição do Varal da Trajano apresentará a exposição “Paixão pelas ruas”, com imagens de Joaquim Araujo. O público poderá conferir o trabalho do fotógrafo das 9 às 14 horas, no dia 27 deste mês. O Varal da Trajano tem o apoio da Multicor, da Hahnemühle e da Fundação Catarinense de Cultura.

Fotografia Instantânea/Divulgação/ND

Seis dias de dança

A Noite É uma Criança – 14ª Mostra de Dança Infantil de Florianópolis terá a marca inédita de seis dias, um a mais que na última edição. Em 2014, um recorde de 2.356 bailarinos exibiu 221 trabalhos em sete sessões. Neste ano, o evento ocorrerá de 28 de outubro a 2 de novembro, no Teatro Ademir Rosa. Informações: www.mostradedanca.com.br.

Rô Reitz/Divulgação/ND

Jardim

A arquiteta e paisagista Ana Trevisan(esquerda) assina o espaço “Um Jardim para…” com a artista Simone Michielin e o arquiteto Rodrigo Gheller. Os tubos criados por Simone trazem alegria, flores e mensagens para os visitantes do projeto na Casa Cor 2015.

CMF/Divulgação/ND

Irmandade

Provedor da Irmandade do Senhor dos Passos, Luiz Mário Machado (centro), com os vereadores Pedro de Assis Silvestre (esquerda) e Ricardo Vieira, recebendo a placa da Câmara de Florianópolis que homenageia a entidade pelos 250 anos de fundação. Os dois parlamentares assinaram juntos a proposta de homenagem.

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