Polícia indicia cinco homens por abuso sexual de jovem após festa em Pinhalzinho

Atualizado

A Polícia Civil concluiu o inquérito que indiciou cinco homens pelo abuso sexual de uma jovem de cerca de 20 anos, em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina. O crime, segundo a polícia, ocorreu após a mulher sair de uma casa noturna, no dia 26 de janeiro de 2020.

De acordo com o delegado Jerônimo Marçal, a jovem teria perdido a carona que a levaria para casa após a festa. Foi então que cinco jovens, conhecidos da vítima, se ofereceram para levá-la para casa.

Polícia Civil concluiu inquérito de caso de abuso sexual em Pinhalzinho – Foto: Arquivo/Polícia Civil/Divulgação/ND

Os homens que estavam no carro tinham entre 18 e 24 anos. “A vítima achou cortês o ato da carona. Ao que tudo indica os homens estavam sob efeito de álcool, porém pelos elementos a situação não indicava embriaguez acima da média”, explica o delegado.

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O trajeto até a casa da vítima durou cerca de 30 minutos. Durante o caminho, os jovens teriam praticado atos libidinosos contra a vontade da jovem. “Ela pediu várias vezes para descer do carro e eles não permitiram”, relata Marçal.

No meio do caminho os suspeitos teriam parado o veículo, para, segundo a polícia, praticar um “ato ainda pior”. Foi quando um dos jovens pediu para os demais não fazerem aquilo. Após isso, seguiram até a residência da vítima.

Denúncia anônima motivou investigação

A polícia tomou conhecimento do caso após uma denúncia anônima. A jovem, com medo, não havia registrado boletim de ocorrência. A polícia então entrou em contato com a vítima e ela confirmou preliminarmente o que havia acontecido. Foi então instaurado o inquérito para a apuração dos fatos.

Na investigação, a polícia teve acesso a uma conversa em um grupo de WhatsApp, do qual os cinco suspeitos eram integrantes. Nas mensagens é possível ver os jovens falando informalmente sobre o caso.

Jovens falavam abertamente sobre o caso em grupo de WhatsApp – Foto: Reprodução/Polícia Civil

“Estavam fazendo chacota, ridicularizando a menina pelo o que havia acontecido e duvidando que pudessem ser responsabilizados. Um deles chegou a escrever: ‘quero ver ela provar que isso aconteceu'”, relata o delegado.

Os cinco suspeitos foram indiciados por estupro coletivo. Foi pedida a prisão ao poder judiciário. No entanto, pelo fato de os jovens não terem antecedentes criminais, foram estabelecidas apenas medidas cautelares.

Conforme Marçal, os suspeitos devem responder a um processo criminal por estupro coletivo. A polícia acredita que Ministério Público siga “a mesma linha pela manifestação anterior”, com, provavelmente, os suspeitos respondendo em liberdade.

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