Polícia instaura inquérito para investigar morte de piloto em Chapecó, no Oeste de SC 

Atualizado

A 3ª Delegacia de Polícia Civil instaurou um inquérito policial para investigar a morte do piloto Ivan Possamai Júnior, de 42 anos, que aconteceu na tarde de domingo (4), durante a 3ª etapa do Campeonato Sul Brasileiro de Arrancada em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

Piloto morreu durante evento automobilístico em Chapecó – Rodrigo Gonçalves/RICTV

O piloto estava num veículo VW/Gol que bateu contra blocos de concreto e um poste de iluminação pública, por volta das 11h30 no Parque Tancredo de Almeida Neves, no bairro Efapi. Ele estava a uma velocidade de 200 km/h quando houve o acidente que foi transmitido ao vivo. 

No vídeo, divulgado pelas redes sociais, é possível ver que o paraquedas, usado nesse tipo de competição para diminuir a velocidade dos veículos, não foi acionado. Há suspeita de falha mecânica.

A Polícia Civil vai realizar diversas diligências para apurar possíveis irregularidades e também se há ou não responsabilidade criminal. De acordo com o delegado Willian Antonio Meotti, haverá análise da estrutura do evento, principalmente quanto às normas de segurança. 

O carro usado por Ivan será periciado pelo IGP (Instituto Geral de Perícias). O laudo deve ficar pronto em 10 dias. Além da prova técnica pericial, testemunhas devem ser ouvidas. 

O teor da investigação ficará em sigilo, de acordo com a Polícia Civil. 

Sepultamento 

Ivan Possamai Júnior foi velado nesta segunda-feira (5) na Capela Master da Acesc, em Cascavel (PR). O corpo dele foi sepultado por volta das 16h. Ele deixa um casal de filhos e, uma legião de fãs e admiradores. O piloto competiu na categoria Dianteira Turbo A. 

Evento foi cancelado logo após o acidente – Rodrigo Gonçalves/RICTV

A Fauesc (Federação de Automobilismo do Estado Santa Catarina) divulgou um nota ainda no domingo, logo após cancelar o evento.

O comunicado afirma que a pista e sua área de frenagem estão devidamente homologadas e vistoriadas com todas as licenças e seguros.

Além disso, afirma que há guard rail devidamente instalados no local e com reforços de concretos de três toneladas em suas bases. 

A nota também esclarece que a federação desconhece o que ocorreu com o piloto antes do acidente.

“Sabemos que ele não abriu o paraquedas e não fez uso de nenhum dispositivo que diminui-se a aceleração, e que o impacto pode ter ocorrido a 220 km/h, no local averiguamos que a borboleta estava funcionando e que o conta-giros estava travado nos 7.800 giros”, disse. 

A Fauesc também aguarda os laudos periciais. 

Mais conteúdo sobre

Polícia