Polícia Militar catarinense testa câmeras corporais para qualificar flagrantes

Há mais de dois meses, a PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) testa câmeras corporais nos policiais que atendem as ocorrências de crime. Atualmente, câmeras do projeto CopCast da PM estão sendo utilizadas por militares de Tubarão e São Francisco do Sul. Segundo o comandante-geral da PMSC, coronel Araújo Gomes, o objetivo é disponibilizar o dispositivo para cada guarnição até 2019, em projeto orçado em R$ 6 milhões. Além de monitorar a atividade profissional dos policiais, o principal objetivo das câmeras portáteis fixadas no colete é de qualificar os flagrantes realizados pela Polícia Militar. Essas imagens ficarão armazenadas, disponíveis caso haja necessidade de instruir algum procedimento administrativo/penal instaurado.

Araújo Gomes quer disponibilizar aparelhos para cada guarnição da Polícia Militar até 2019 - Daniel Queiroz/ND
Araújo Gomes quer disponibilizar aparelhos para cada guarnição da Polícia Militar até 2019 – Daniel Queiroz/ND

Os testes são supervisionados pela ONG Igarapé, que já desenvolveu o mesmo sistema na PM do Rio de Janeiro e na polícia de Joanesburgo, na África do Sul, de 2013 a 2016. “As câmeras nos moldes europeu e americano documentam a interação entre o policial e o cidadão durante a ocorrência. Os testes são feitos para refinar o modelo de implementação, como as imagens serão captadas, armazenadas e utilizadas. Seja para defender o policial de falsas acusações, para documentar eventuais abusos e, principalmente, para qualificar melhor as provas dos nossos flagrantes, porque até então utilizamos apenas o depoimento dos policiais”, justificou Gomes.

O coronel explicou que a primeira fase deve levar seis meses. O teste piloto vem sendo realizado em Tubarão e também será implementado em São Francisco do Sul. Segundo o Instituto Igarapé, a iniciativa foi criada inicialmente para aumentar a transparência das ações policiais e melhorar a segurança pública em regiões de média e baixa renda. “Estamos na fase da alocação de recursos para o lançamento do pregão para a aquisição de cerca de 100 aparelhos”, contou o comandante.

Câmeras corporais estão sendo testadas por policiais em Tubarão e São Francisco do Sul - PMSC/Divulgação/ND
Câmeras corporais estão sendo testadas por policiais em Tubarão e São Francisco do Sul – PMSC/Divulgação/ND

Como funciona o projeto

As câmeras são fixadas nos uniformes dos policiais em patrulha

A solução inclui uma interface administrativa, acessível somente aos comandantes superiores

O aplicativo permite acessar vídeo ao vivo e monitorar o contingente em um único mapa interativo

O dispositivo armazena vídeos por até 90 dias

O aplicativo controla o vídeo, o áudio e o GPS do aparelho.

Fonte: Instituto Igarapé

Mais conteúdo sobre

Polícia