Polícia Militar de SC promete endurecer fiscalização aos “esquecidos” da quarentena

Atualizado

A Polícia Militar vai enrijecer a fiscalização sobre os “desavisados” que, mesmo diante do decreto de isolamento, insistem ir à praia e aos parques da cidade. Serão 20 policiais deslocados especificamente para monitorar o Norte da Ilha de Santa Catarina. A PM lembra que o descumprimento da ordem de “reclusão” está passível de multa e detenção.

Polícia Militar e Guarda Municipal estiveram “percorrendo” as parias da Ilha e exigindo a saída dos banhistas – Foto: Foto Flavio Tin/ND

A intenção é para seguir o decreto assinado pelo governador Carlos Moisés, na última segunda-feira, que prorroga a restrição da circulação em combate a proliferação do coronavírus.

A medida, que vale a partir desta quarta-feira (25) e será aplicada entre as praias do Cacupé até o Rio Vermelho, e foi adiantada pelo 21º BPM (Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina). Para o comandante do batalhão, o major Pablo Neri Pereira, “falta conscientização”.

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“Estamos tendo que desviar grande parte do nosso serviço para esses atendimentos por falta de conscientização de algumas pessoas”, argumenta o comandante.

A PM alerta ainda que em caso de descumprimento da ordem, as pessoas estão passíveis de detenção de um mês a um ano, além de multa.

Recorde de ocorrência e atividade desviada

Para o subcomandante do 21º batalhão, major Gabriel Tossulino, o desrespeito ao decreto provoca um desvio de função da Polícia Militar.

“Estamos tendo um grande problema já que estão desviando a atenção da polícia para as praias. Temos que concentrar a nossa polícia em outros lugares mas está sendo desviado em função da falta de conscientização. Nesse momento é importante estar em casa. Estamos emitindo termos circunstanciado para quem desobedecer o decreto”, acrescentou o subcomandante.

Questionado sobre o que a PM ouve nesse tipo de abordagem, sobretudo na praia, Tossulino contou que os “esquecidos” alegam desconhecimento da causa ou garantem estarem “isolados socialmente, mas com a família”.

Gabriel Tossulino ainda garantiu que a grande maioria das ligações para a PM, atualmente, dizem respeito a denúncias de transeuntes “aproveitando”.

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