Policiais civis de SC fazem ato em Florianópolis

Atualizado

O Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina) organizou um ato em Florianópolis, marcado para as 14h desta terça-feira (25). A pauta é a insatisfação da categoria “com a falta de isonomia devido às concessões dadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) aos militares no projeto da Reforma da Previdência”.

Policiais civis se reúnem em Florianópolis na tarde desta terça-feira  – Divulgação/ND

Em estados como Paraná, Rio Grande do Norte, e Mato Grosso, policiais civis promoveram paralisações.

Em Santa Catarina, no entanto, os profissionais decidiram, em assembleia geral realizada nessa segunda-feira (24), em Florianópolis, que fariam apenas o ato, em frente à 5ª DP da Capital, no bairro Trindade. Na ocasião, serão distribuídos panfletos à população.

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Conforme o Sinpol, a Delegacia Geral não autorizou a dispensa de policiais para participarem do ato. Com isso, o sindicato convocou agentes que estão de folga ou que possuam banco de horas.

Há ainda a previsão de uma mobilização em Brasília, em 2 de julho. Os custos com transporte e estadia dos policiais civis catarinenses que participarem da mobilização serão por conta do sindicato.

Reivindicações

Em nota, o sindicato afirma que os policiais civis estão insatisfeitos com o fim da integralidade e paridade da categoria. O Sinpol também questiona o fato de os policiais, quando se aposentarem, não receberem o mesmo valor de quando estavam na ativa, sem reajustes.

Outro fator de preocupação do setor seria o fim da pensão por morte. Os policiais alegam que por se tratar de uma profissão de risco, muitos morrem durante o trabalho, por isso, caso não seja mantido o benefício, “muitas famílias ficarão desamparadas”.

A terceira pauta tratada é em relação à idade mínima para a aposentadoria. O sindicato questiona a idade de 55 anos, quando os aposentados não receberão o valor integral. “Para se aposentar com o valor integral, o policial precisa se aposentar aos 70 anos. Qual policial conseguirá trabalhar nessa idade?”, questionou um representante do sindicato.

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