Praça Pio 12, no Centro de Florianópolis, caiu no esquecimento

Frequentadores reclamam da falta de segurança e limpeza na praça que virou moradia para andarilhos

Ocupada por moradores de rua, com pouca iluminação e insegura, a praça Pio 12, localizada entre as ruas Felipe Schmidt e Tenente Silveira, no Centro da Capital, é alvo de reclamações e medo de quem a frequenta ou mora nas imediações. “Temos uma praça ocupada por moradores em situação de rua e mal iluminada, o que potencializa o medo e os riscos de circular aqui à noite. É perigoso”, diz o aposentado Vítor Pereira, 64 anos.

Vitor Pereira reclama da pouca iluminação e diz que é perigoso circular pela praça Pio 12 à noite - Flávio Tin/ND
Vitor Pereira reclama da pouca iluminação e diz que é perigoso circular pela praça Pio 12 à noite – Flávio Tin/ND

A prefeitura, por meio do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), informou que a praça Pio 12 está concedida ao estacionamento subsolo e cabe ao empreendedor garantir a manutenção do local. Conforme o Ipuf, a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) busca, na medida do possível, acompanhar o cumprimento desta concessão e fazer com que o espaço esteja regularmente em bom estado de conservação.

Conforme o administrador do Estacionamento Pio XII, Ebert Rios, a concessão vai até 2027 e no contrato consta que iluminação, recolhimento de lixo e segurança são de responsabilidade da prefeitura. “A manutenção dos jardins e a limpeza do local é feita por nós diariamente. O restante é de responsabilidade da prefeitura”, afirma.

O funcionário do estacionamento, Santílio de Souza, 53, tenta fazer a manutenção da praça. “Molho as flores e plantas diariamente. Procuro recolher o lixo todas as manhãs e recolho os pertences deixados pelos moradores de rua. Recentemente o local foi reformado, mas é difícil de controlar tudo”, conta.

A prefeitura informou ainda que a iluminação será melhorada pelo projeto Floripa Iluminada, que renovará todas as lâmpadas de iluminação pública da cidade. Quanto a moradores de rua, a prefeitura faz um trabalho conjunto com o Ministério Público. Quanto ao lixo, o recolhimento nas lixeiras é feito pela Comcap de três a quatro vezes por semana.

“A praça parece estar no esquecimento”

A balconista Ilena Schuster, 45 anos, frequenta a praça com seus cachorros diariamente. Ela relata que tem de lidar com moradores em situação de rua, com pedidos de dinheiro ou venda de produtos. “Um lugar desses deveria servir para o lazer, para o descanso. Porém, toda hora somos importunados. A limpeza ainda deixa muito a desejar, mesmo que a própria população precise parar de sujar os espaços públicos. Precisa ajudar a cuidar”, critica.

Ela ainda enfatiza que há placas pela praça indicando que a prática de andar de skate nos corrimãos é proibida, mas diz que aos sábados à tarde isso acontece no local. “Tem também a questão das árvores. Todas são podadas, falta sombra. Os canteiros têm espaços vazios. Ela parece estar no esquecimento”, diz.

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