Prefeitura de São José não negocia enquanto greve persistir

Entre as reivindicações da categoria está reposição de 11% de acordo com a inflação

A prefeita Adeliana Dalpont (PSD) não vai retomar as negociações enquanto o movimento grevista de São José não retornar aos postos de trabalho. A greve deflagrada nesta quarta-feira (20) no município tem afetado serviços básicos como saúde, educação e assistência social. No colégio Maria Luíza de Melo, o Melão, maior do município, apenas cinco turmas, das 67, tiveram aulas regulares nesta quarta. Apenas uma escola no município teve todo atendimento interrompido, o Altino Flores, na Procasa, nas demais unidades o atendimento foi parcial.

Marco Santiago/ND

Adesão é de 30% nos postos de saúde de São José

A rotina nos postos de saúde também foi alterada, os setores de farmácia e vacinação em Forquilhinhas, Bairro Ipiranga, Jardim Zanelato e Areias foi afetado.

“As unidades de saúde estão paralisadas, mas mantém as portas abertas para informações e encaminhamentos das pessoas que chegam”, afirmou Jumeri Zanetti, presidente do Sintrasam/SJ (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José).

Segundo o município, a adesão na Saúde é de 30%, já na educação a Prefeitura não tinha dados consolidados, apenas confirmou 100% no Altino Flores e informou que o atendimento nas demais unidades é parcial.

Na tarde desta quinta-feira, os servidores voltam a se reunir no centro Multiuso, na Beira-Mar de São José, onde vão debater os rumos da greve.

Segundo Rosângela Silva Omes, diretora do Melão, os alunos de professores em greve que chegam à unidade e não tem como voltar para casa são encaminhados para atividades extracurriculares, o que não descarta a possibilidade de reposição dessas aulas.

Segundo o Sintram, a greve foi deflagrada por dois motivos: a prefeitura não se mostrou aberta para discutir as reinvindicações da data-base 2016, além de não ter enviado à Câmara Municipal um projeto de lei que trata da gratificação do magistério, como foi acordado ainda em 2015.

Nesta quarta, a prefeita Adeliana Dalpont informou que o acordo de 2015 foi encaminhado à Câmara no último dia 29.

A pauta de reinvindicações pede reposição da inflação (11%) e outros benefícios. No entanto, o município alega dificuldades financeiras para bancar a reposição.

Acertada em setembro do no ano passado, a gratificação dos servidores do magistério ainda não foi aprovada na Câmara, o que tem gerado ainda mais indignação do movimento.

“Esse projeto era pra ter sido aprovado no ano passado, mas a prefeita mandou de forma errada para Câmara e depois retirou de votação. Agora, a informação é de que encaminhou novamente para o legislativo, mas não ainda confirmamos”, emendou Jumeri.

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