Prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, assume presidência da Fecam

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB) tomou posse nesta quarta-feira (31) como novo presidente da Fecam (Federação Catarinense de Municípios). Entre as metas do novo dirigente está uma maior aproximação entre os prefeitos para que eles discutam problemas comuns e pressionem parlamentares e demais esferas de governo em favor das necessidades dos municípios. 

Volnei Morastoni recebeu o cargo da prefeira de São José, Adeliana Dal Pont - Marcos Porto/Divulgação/ND
Volnei Morastoni recebeu o cargo da prefeita de São José, Adeliana Dal Pont – Marcos Porto/Divulgação/ND

Morastoni defendeu uma participação maior dos prefeitos catarinenses na federação e em cada uma das 21 entidades regionais filiadas. Disse que pretende articular câmaras técnicas regionais para o debate de problemas comuns e para a troca de experiências. Entende que, somente com a união de todos será possível vencer desafios como o desequilíbrio entre as receitas transferidas pela União e as obrigações repassadas anualmente às prefeituras. “Temos que despertar cada vez mais a importância da Fecam como carro-chefe das questões municipalistas e fazer com que os prefeitos trabalhem cada vez mais unidos, articulados com o Fórum Parlamentar Catarinense, que muito tem apoiado os municípios catarinenses”, argumentou.

A escolha de Morastoni garantiu o cumprimento do acordo de alternância de poder entre os partidos políticos dentro da Fecam. O fato de o novo presidente ser filiado ao MDB também é considerado importante pelos prefeitos, tendo em vista se tratar do mesmo partido do presidente Michel Temer e do governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, que deve assumir em definitivo com a renúncia do governador Raimundo Colombo para concorrer ao Senado.

O prefeito de Itajaí também obteve vitórias importantes em Brasília, no ano passado, e num ministério que é considerado crucial para as prefeituras, que é o dos Transportes. Ele destravou a reforma do porto e do projeto da via portuária. Na Fecam, não esconde que deve utilizar essa abertura que possui em Brasília em favor da causa municipalista. Um dos primeiros desafios é garantir o repasse do AFM (Ajuda Financeira aos Municípios) prometido pelo governo no ano passado.

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