Prefeito de Londrina suspeito de corrupção é preso em Piçarras e transferido para Itajaí

O prefeito da cidade paranaense de Londrina, José Joaquim Martins Ribeiro, foi preso na manhã desta quinta-feira, quando saia de um hotel, em Balneário de Piçarras, no Norte de Santa Catarina. A prisão foi decretada nessa quarta-feira (19) pelo Tribunal de Justiça do Paraná com base em denúncia criminal do Ministério Público por formação de quadrilha, fraude à licitação, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Após a prisão por volta das 7h, o prefeito foi encaminhado pelos policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para a cidade de Itajaí. Segundo o Ministério Público do Paraná, José Joaquim deve ser transferido ainda nesta quinta-feira para a Penintenciária de Londrina. A prisão foi decretada pela Justiça para não atrapalhar as investigações de corrupção na prefeitura. 

De acordo com o desembargador José Maurício Pinto da Luz, do Tribubal de Justiça do Paraná, o advogado do prefeito de Londrina já teria entregue na Câmara de Vereadores uma carta de renúncia ao cargo. À RIC TV, o advogado de Ribeiro, Paulo Nolasko, defende a tese de que o prefeito não recebeu a propina.

Licitações superfaturadas e pagamento de propina

Além do atual prefeito de Londrina, o ex-prefeito Homero Barbosa Neto e outras 17 pessoas também foram denunciadas pelo MPPR. Ao todo, foram denunciados oito agentes públicos e onze particulares. As investigações apontaram para irregularidades em três licitações relacionadas à compra de uniformes escolares, tênis e mochilas, nos anos de 2010, 2011 e 2012.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, os indícios são de que houve superfaturamento das peças, para promover o desvio de recursos públicos em troca de propina. Conforme a denúncia teriam sido desviados dos cofres da Prefeitura de Londrina R$ 3,8 milhões e pagamentos de propinas no valor total de R$ 540 mil.

Estado

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