Prefeitos da Grande Florianópolis ouvem explicações sobre o Contorno Viário

Atualizado

Prefeitos e vice-prefeitos da Região Metropolitana de Florianópolis participaram nessa sexta-feira (11) de uma assembleia na sede da Granfpolis (Associação dos Municípios da Região da Grande Florianópolis) onde puderam ouvir explicações sobre o andamento da construção do Contorno Viário e tirar dúvidas.

O presidente da Granfpolis, Gian Francesco Voltolini, disse que a reunião foi pensada para os prefeitos que recebem dezenas de reclamações e questionamentos sobre a obra e nem sempre têm condições de esclarecer os munícipes.

“O cidadão não vê o asfalto e pensa que a obra está parada ou está lenta”, comenta Voltolini, que é prefeito de Nova Trento. Ele ressaltou que as gestões dos municípios precisam estar inteiradas sobre as obras porque é dentro de seus limites que elas acontecem.

Trecho intermediário entre São José e Biguaçu – Foto: Divulgação/ND

Ernei José Stahelin, prefeito de São Pedro de Alcântara, narrou um fato vivenciado por ele na tarde de quinta-feira (10) quando ficou parado numa fila na Fazenda Santo Antônio, em São José. O destino dele era a Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). Stahelin optou por “cortar caminho por dentro” e então percebeu que não há como escapar das filas.

“A imobilidade tem interferido na vida das pessoas, que ficam estressadas e perdem muito tempo no trânsito. Também está influenciando no custo dos produtos. Temos que investir em infraestrutura de trânsito com urgência, porque estamos estrangulando a economia”, disse Stahelin.

Para o prefeito de São Pedro, a terceira faixa – obra exigida por Camilo Martins, prefeito de Palhoça – é a saída mais adequada, por ora, para dar fluidez ao trânsito na Região Metropolitana.

União dos três municípios

Os prefeitos de São José, Biguaçu e Palhoça – municípios diretamente afetados pela imobilidade na BR-101 – decidiram que vão fortalecer a união entre os três com o objetivo de conseguirem obras pontuais que ajudarão no trânsito em suas cidades.

A prefeita de São José, Adeliana Dal Pont, falou sobre as passagens de nível, como a do Kobrasol, que não atendem à demanda, e o radar de velocidade (60km), localizado em Barreiros, que ao final do dia forma uma fila que alcança Biguaçu.

O município de Biguaçu pede uma terceira ponte no rio da cidade. Nesse caso, os municípios ao Norte seriam beneficiados. O pedido, protocolado na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), pode ganhar força com a união das três prefeituras. Assim, como a solicitação de terceira pista.

Durante a assembleia ficou marcada para sexta-feira, dia 18, uma reunião entre os prefeitos e a concessionária Arteris, que receberá as demandas e explicará a viabilidade. A etapa seguinte será uma reunião com a ANTT para apresentar as propostas.

Terceira faixa é a alternativa para desafogar o trânsito em Palhoça – Foto: Anderson Coelho/ND

Terceira faixa

A construção da terceira faixa em Palhoça é vista como alternativa mais viável para desafogar o trânsito na região. Sobre isso, concordam prefeitos e a concessionária Arteris Litoral Sul. No entanto, o projeto para a obra de 15 quilômetros não está andando na velocidade desejada.

De acordo com o diretor de Operações Sul da Arteris, Antônio Cesar Sass, nessa sexta-feira foi protocolada na ANTT a terceira resposta aos questionamentos relativos ao projeto. A agência solicitou detalhes sobre indicações técnicas, como a colocação de drenos na via.

Sass ressaltou que esses questionamentos não são um problema. As divergências orçamentárias podem interferir, pois a obra não consta no projeto do Contorno Viário. “É uma obra de R$ 38 milhões que será executada no período noturno, das 22h às 5h”, apontou.

Prazo para entrega do Contorno Viário está mantido

O prazo para a entrega da obra do Contorno Viário em dezembro de 2022 está mantido, segundo Marcelo Módolo, superintendente de Investimentos do Contorno Viário de Florianópolis. Ele fez a apresentação sobre a obra aos prefeitos presentes na assembleia da Granfpolis.

Um dos pontos que geram dúvidas, é a terraplanagem. Essa etapa da obra é lenta, conforme explicou o superintendente, e às vezes leva a pensar que a construção está parada. “Os solos moles onde há muita argila passa por um trabalho de engenharia que aplica as geogrelhas (que ajudam a compactar o solo) e esse processo é de até nove meses”, disse.

Atualmente, 70% dos 50 quilômetros da obra estão em execução pela empreiteira Camargo Correa.

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