Prefeitura autoriza obras do projeto de engordamento de faixa de areia de Canasvieiras

Assinatura da ordem de serviço para alargar faixa de areia da praia do Norte da Ilha será feita após emissão da licença ambiental de instalação

Faixa de areia de Canasvieiras atual não ultrapassa alguns metros de extensão. Foto: Flavio Tin/NDFaixa de areia de Canasvieiras atual não ultrapassa alguns metros de extensão. Foto: Flavio Tin/ND

Aguardado há 30 anos, o projeto de engordamento da faixa de areia da Praia de Canasvieiras finalmente vai sair do papel após a emissão da LAI (Licença Ambiental de Instalação) pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente). Na manhã desta quarta-feira (21), o prefeito Gean Loureiro assina a ordem de serviço para autorizar as obras na orla mais visitada do Norte da Ilha de Santa Catarina.

Inédita em Florianópolis, a obra vai possibilitar que a Praia de Canasvieiras receba mais de 300 mil metros cúbicos de areia formando um aterro hidráulico ao longo dos 2,3 quilômetros de extensão da orla, no trecho entre Canajurê ao Rio do Brás. Com isso, turistas e moradores poderão desfrutar de uma faixa de areia com largura de 40 a 50 metros já no próximo verão. Depois de estabilizada ao longo dos próximos meses, a faixa de areia deverá ter de 30 a 35 metros. Atualmente, a faixa de areia mal chega a cinco metros de largura em alguns pontos da praia.

A areia será retirada de uma jazida submersa situada na mesma baía, distante 1,5 km da praia. Para o prefeito Gean Loureiro, Florianópolis terá uma nova realidade com a obra. “Vamos ter um novo patamar de balneário. Com a obra, a cidade está vivenciando o final de uma lenda, pois a comunidade de Canasvieiras fala nisso há 30 anos”, afirma.

Mesmo sem prometer a obra durante a campanha eleitoral, Loureiro reconhece que a obra é histórica para cidade e para a atual administração. “Esse obra não tem viés político, mas eu não tenho dúvida de que é uma das grandes vitórias do meu governo”, explicou.  Segundo Loureiro, os benefícios com a obra são inegáveis e darão um novo impulso para o turismo no Norte da Ilha. “Os argentinos já estão sabendo e estão querendo vir para Canasvieiras esse ano. Teremos uma série de atividades que antes não aconteciam”, relata.

O prefeito agradeceu os esforços da equipe técnica, que venceu todos os obstáculos ao longo do último ano, assim como a sociedade civil, que fez pressão para que a licença ambiental fosse emitida pelo órgão responsável. “Todo o processo correu de forma simétrica. Foi uma união de esforços para que isso acontecesse”, define.

O cronograma da obra será conhecido nesta quarta-feira. Os diretores da DTA Engenharia estarão na solenidade de assinatura da ordem de serviço e relatarão os detalhes da execução do projeto que deverá ser concluído até o final de dezembro.

Prazo estava quase esgotado

A empresa DTA Engenharia havia dando prazo até sexta-feira (23) para que a prefeitura de Florianópolis conseguisse a LAI para de fato assumir a obra licitada no último mês de junho. Caso a licença não fosse emitida até a data sinalizada pela empresa, a obra não seria executada diante da proximidade com a temporada de verão, e a prefeitura corria o risco de perder os recursos assegurados para o projeto.

Para emitir a licença, o IMA aguardava o cumprimento de 18 das 44 condicionantes estabelecidas para a execução da obra. Entre as condicionantes estavam programas de recuperação de áreas degradadas, de controle ambiental de dragagem, de recuperação da restinga, entre outros.

De acordo com Loureiro, as condicionantes ambientais estavam cumpridas e a própria licença ambiental prévia estipulava que a obra será realizada entre agosto a início de dezembro. “Demonstramos para o IMA que não adiantava entregar uma licença daqui a 30 dias. Reduzimos o valor de R$ 16 milhões para R$ 10,4 milhões, ou seja, com 40% de deságio, e contratamos uma das maiores empresas do Brasil”, explica Loureiro, que acionou o governador Carlos Moisés para pedir agilidade, e acabou correspondido pelo IMA.

Presidente do Codeni (Conselho de Desenvolvimento do Norte da Ilha), o advogado Luiz Carlos Costa comemora a emissão da licença após muita apreensão. “Poderíamos ter perdido esse recurso. Por isso estávamos na correria para pressionar o IMA”, explica Costa.

O dirigente conta que tem conversado com moradores, inclusive pescadores, que serão os mais prejudicados no momento, e acredita que não haverá problemas em relação aos transtornos que naturalmente são provocados por qualquer tipo de obra. “O pessoal está bem tranquilo em relação à obra. Nesse sentido não existe qualquer tipo de conflito”, assegura.

Para emitir a LAI, a equipe do IMA realizou uma força tarefa que contou, inclusive, com uma convocação de uma reunião extraordinária da Comissão Regional de Licenciamento.  A próxima etapa é a LAO (Licença Ambiental de Operação), que deverá ser solicitada pela empresa durante o andamento das obras.

OS NÚMEROS DA OBRA

120 dias para execução

344.685,97 m³ de areia fina é o volume que será utilizado no aterro

2.325 metros de extensão da orla serão alargadas

R$ 10.517.610,60 de investimento

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