Prefeitura de Florianópolis acena para novas flexibilizações em academias e shoppings

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Em reunião com representantes dos setores, a Prefeitura Municipal de Florianópolis sinalizou interesse em flexibilizar shoppings, academias e galerias. O encontro ocorreu virtualmente nesta segunda-feira (29) e prevê um protocolo de testagem por amostragem, no qual a prefeitura fornecerá testes e a entidade Floripa Sustentável os profissionais de saúde.

A decisão da prefeitura de ampliar as normativas desencadeou uma reivindicação por alguns setoristas na última quarta-feira (24) contra as restrições – Foto: Flávio Tin/Arquivo/ND

Haverá um cronograma regulamentando os setores, com novas regras e um decreto municipal, que deve ser publicado nesta segunda-feira (29), e passar a vigorar no dia seguinte. A adoção de QR Codes e triagem de sintomáticos com formulários também serão obrigatórios, segundo previsão da Prefeitura.

As restrições foram tomadas pela prefeitura em edição de decreto na segunda-feira passada (22), após um período de flexibilização, seguindo o movimento do Governo do Estado. Para o prefeito Gean Loureiro (DEM), não houve preocupação com a Capital, que tem lotação de 80%, segundo o político.

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“Também não vi, por parte do Governo do Estado, nenhum esboço sobre a necessidade de isolamento em Florianópolis, mesmo com mais de 80% de ocupação dos leitos. E já que os leitos hospitalares são de responsabilidade do Governo do Estado, e o Estado está permitindo as liberações, quero crer que ele saiba o que está fazendo”, afirma.

A decisão da Prefeitura de ampliar as normativas desencadeou uma reivindicação por parte de alguns setores, na última quarta (24), contra as restrições, que foram tomadas com base em uma alta de transmissibilidade e afrouxamento do isolamento na capital catarinense.

O prefeito afirmou que a retomada “não é o ideal”, pois “seria necessário aguardar mais tempo”. “Seguramos até onde foi possível e aceitável para garantir a obediência civil”, disse.

Secretário sinaliza estudos quinzenais

Apesar disso o secretário de saúde sinalizou estudos quinzenais acerca das medidas no dia 22. “A cada 15 dias você faz estudos de casos de flexibilização ou de fechamento. Essa é a maneira como os vários países que estão conseguindo controlar a epidemia estão lidando com o processo, e é isso que estamos pedindo”, afirmou o secretário de Saúde, Carlos Alberto Justo da Silva, em entrevista.

“Nós estamos dois meses atrasados em relação a Europa. As pessoas ficam vendo nos jornais o que está acontecendo na Alemanha e na França e ficam dizendo ‘se lá estão fazendo isso porque a gente não pode fazer?’. Só dentro de dois meses nós vamos ter uma situação como está a França hoje, ou como está a Alemanha”, comentou o secretário.

A decisão poderia gerar impactos graves nos estabelecimentos que tiveram novas normativas, segundo as lideranças dos setores. O prefeito afirmou que não esperou uma alta nos casos e que não iria “pagar pra ver” ao adotar as novas medidas, antecipando uma possível alta.

“No nosso entendimento, houve uma decisão precipitada no fechamento de das academias em Florianópolis. Nós não identificamos nenhum caso de infecção nas academias. É difícil mensurar, mas os empreendimentos em Santa Catarina são pequenos negócios, então o impacto é grande. Temos uma faixa de 30% de academias que não voltarão às atividades”, pontua o presidente do CREF3 (Conselho Regional de Educação Física de Santa Catarina), Irineu Furtado.

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