Prefeitura de Florianópolis reforça combate ao mosquito transmissor da dengue

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Equipe de combate às endemias do município identificaram mais de 450 focos do mosquito transmissor da dengue em Florianópolis – Divulgação/ND

Em meio à preocupação com a pandemia do coronavírus, muita gente deixa em segundo plano os cuidados e a atenção com outras doenças, também muito perigosas à saúde que circulam pela nossa região, como a dengue e a febre amarela. Na Capital, as equipes de combate às endemias do Programa de Controle da Dengue do município identificaram mais de 450 focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor das duas enfermidades e ainda da chikungunya e da zika. Em todo o Estado, são 1.339 casos de dengue confirmados neste ano. O número representa mais do que o dobro registrado no mesmo período do ano passado.

Para eliminar possíveis criadouros em Florianópolis, frequentemente encontrados em vasos e pratinhos de plantas, pneus, baldes, piscinas, entre outros locais, a prefeitura intensificou as visitas domiciliares nos imóveis que estão em um raio de 300 metros dos locais onde foram encontrados os mosquitos.

O prefeito de Florianópolis ressalta a importância da prevenção para evitar casos destas doenças. “Reforçamos as ações não apenas para combater o coronavírus, mas também as outras enfermidades. Concentramos esforços para a vacinação contra a gripe e estamos visitando os domicílios para eliminar os focos do Aedes Aegypti. Peço que todos olhem com cuidado os quintais e demais áreas das residências e eliminem esses pontos que podem ser tornar criadouros”, explica.

Controle é realizado a cada dois meses

A população deve ficar atenta, alerta a administração municipal, pois os agentes de endemias que percorrem o município para vistoriar os imóveis estão identificados por uma camiseta ou colete do Centro de Zoonoses. De acordo com a prefeitura, o controle dos focos é realizado a cada dois meses, para evitar o surgimento de novos focos nos locais já visitados anteriormente.
Os profissionais que chegam até as residências para fazer a verificação dos focos estão sempre uniformizados e cada supervisor da equipe está identificado com crachá. É importante ressaltar ainda que, todos eles seguem todas as normas para não disseminação do novo coronavírus.

A aposentada Kátia da Rosa, 51 anos, moradora do Rio Vermelho, em Florianópolis conta que aproveitou o distanciamento social por conta da pandemia da Covid-19 para limpar seu quintal e garantir que não se formem focos de proliferação do Aedes Aegypti. “Estamos de quarentena aqui em casa, eu e meu marido, só saímos mesmo para ir no supermercado e na farmácia. Esse é um bom período para aproveitarmos para conferir se deixamos objetos ou instalações que favoreçam o acúmulo de água. A dengue é uma doença muito séria, precisamos estar atentos e fazer a nossa parte para evitar a contaminação”, afirma.

Prefeitura de Florianópolis intensificou as visitas domiciliares nos imóveis que estão em um raio de 300 metros dos locais onde foram encontrados os mosquitos – Divulgação/ND

Sintomas da dengue

A dengue é uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado.
A primeira manifestação da enfermidade é a febre alta (39° a 40° C), com início abrupto e duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

• evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
• guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
• mantenha lixeiras tampadas;
• deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
• plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
• trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
• mantenha ralos fechados e desentupidos;
• lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
• retire a água acumulada em lajes;
• dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
• mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
• evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
• denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
• caso apresente sintomas, procure uma unidade de saúde para o atendimento

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

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