Prefeitura de Joinville pode rescindir contrato com empreiteira do Rio Mathias

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Após se arrastar por anos, a obra do Rio Mathias está prestes a um desfecho. A Prefeitura de Joinville informou que irá buscar a rescisão do contrato alegando abandono da obra e falta de continuidade dos trabalhos.

O município ainda não sabe se, caso a rescisão seja confirmada, fará nova licitação ou chamará o segundo colocado na licitação realizada ainda em 2013.

Em janeiro deste ano, em entrevista ao nd+, o prefeito Udo Döhler admitiu que as obras de macrodrenagem do Rio Mathias foram um “pesadelo” para a gestão. Isto por conta dos inúmeros entraves, paralisações e prejuízos incontáveis aos comerciantes da região.

Iniciado em 2014, o projeto prevê a construção de uma galeria de condução e conduto forçado de aproximadamente 2.500 metros de extensão por debaixo das ruas na área central da cidade. A obra ainda prevê um sistema de contenção e escoamento do Rio Mathias a fim de diminuir as cheias causadas pela alta da maré no rio Cachoeira.

Segundo dados da Prefeitura de Joinville, o valor do investimento no projeto na licitação foi de R$ 45.872.405,22. Porém, por conta dos reajustes previstos em contrato e do primeiro aditivo, a obra está em R$ 53.323.156,16.

O Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas questionaram a obra e buscaram explicações. O MPF, por exemplo, está aguardando o resultado de uma perícia requerida pelo órgão que está analisando os materiais usados na obra, se eles estão conforme o projeto e se são compatíveis com a estrutura do local. Além disso, a ideia é saber se o prazo de entrega para o segundo semestre desse ano será cumprido.

A empreiteira Motta Júnior, responsável pelas obras, disse, na tarde desta terça-feira (2), que ainda não foi comunicada sobre esse assunto.

“Inclusive participamos da Comissão de Urbanismo na Câmara de Vereadores hoje (2) às 15 horas e nos posicionamos pela continuidade das obras desde que haja um entendimento com relação ao projeto executivo”, explicou Ricardo Baartz, responsável pelo consórcio.

No entanto, Baartz admite que essa comunicação poderá ocorrer nesta quarta-feira (3) em uma reunião marcada com a Comissão de Fiscalização.

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