Prefeitura de Palhoça faz rodízio no abastecimento para garantir água em bairros

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O prefeito de Palhoça, Camilo Martins (PSD), disse que a Samae (Secretaria Executiva de Saneamento),  responsável pela distribuição de água no município, está fazendo um rodízio dentro da cidade para que os bairros mais atingidos pela estiagem não fiquem totalmente desabastecidos. Os bairros são Caminho Novo, Bela Vista e São Sebastião.

Para que os prédios públicos onde funcionam escolas, postos de saúde e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) não fiquem sem abastecimento, prejudicando o atendimento à população, a prefeitura contratará caminhões pipas. “O problema é sério e estamos monitorando a situação”, disse Camilo Martins.

Martins disse entender que a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) passa por sérias dificuldades com a estiagem, mas critica uma possível manobra da companhia. “Quero saber porque a Casan diminui a pressão da água primeiro em Palhoça para depois atingir os outros municípios. Isso ocorre porque a água aqui é municipalizada? Se isso for comprovado, iremos ingressar na Justiça e cobrar dano moral coletivo”, afirmou. De acordo com o prefeito, a Aresc (Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina) está avaliando a denuncia e deve apresentar relatório.

Procurada, a Casan disse apenas ter “uma história institucional de 48 anos a zelar”.

Caixa d’água vazia

Roupas se acumulam no cesto, vasilhas fazem pilhas na pia da cozinha. Essas imagens não significam ausência de zelo dos donos de casa, mas a falta de água nas torneiras. Até mesmo quem tem caixa d’água em casa fica sem um pingo sequer durante dias.

Cristiane Cordeiro coleta água da máquina de lavar para utilizar na descarga do banheiro – Divulgação/ND

Foi o que aconteceu na casa de Taynara de Oliveira, que mora com o marido e dois filhos menores de dois anos de idade no bairro Bela Vista, um dos mais afetados pela estiagem. Ela conta que ficou “zerada” de água de quinta-feira (1) até segunda (5).

Taynara concorda com o prefeito local em proibir o uso de água para lavar pátios públicos e entende que a população deveria fazer o mesmo. Em casa, ela adotou coletar a água dispensada pela máquina de lavar para usar na descarga do banheiro e limpar a casa. Ela e o marido pensaram em trocar a caixa d’água de 500 por uma de mil litros, mas por enquanto não podem mexer na estrutura da casa, pois perderiam a garantia do imóvel comprado recentemente.

Vizinha de bairro de Taynara, Cristiane Cordeiro acredita que se houvesse multa para quem desperdiça água lavando pátios no período de estiagem, “as coisas mudariam”. “O ruim é que pagamos pelo mau uso de alguns. Aqui em casa eu economizo, tomo banho rápido, guardo a água de enxágue da máquina”, disse. Segundo Cristiane, a falta de água é um problema constante no bairro independente da estação do ano.

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