Prefeitura investe em vários modais para melhorar a mobilidade na Capital

Atualizado

Florianópolis atrai, todos anos, milhares de turistas do Brasil e do exterior, que escolhem a capital de Santa Catarina como destino para passar as férias e feriados com familiares e amigos. É a capital com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, resultado de investimentos na educação e no bem-estar da população.

Muitos destes visitantes, encantados pela magia e qualidade de vida da Ilha, decidem ficar e morar na cidade. Esse crescimento demográfico e físico faz com que a cidade evolua, se desenvolva, mas também traz desafios, entre eles o planejamento e melhoria da mobilidade local.

Com esse objetivo, em abril deste ano, a Prefeitura de Florianópolis criou uma supersecretaria, conduzida pelo arquiteto e urbanista Michel Mittmann, que une planejamento urbano e mobilidade. “É uma nova visão sobre essa área. Melhorar a mobilidade de Florianópolis é uma prioridade da nossa gestão, trabalhamos constantemente para atingir essa meta, recentemente contratamos um guincho 24 horas que fica na cabeceira das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, pois essa era uma demanda de toda a comunidade de Florianópolis. Temos um grande pacote de obras que já são realizadas nas ruas e avenidas da cidade e buscamos ainda, junto ao governo do Estado, a revitalização das rodovias que cortam o município”, afirma o prefeito Gean Loureiro.

Uma das primeiras ações realizadas pelo município foi dar início a tratativas com as empresas que operam sistemas de mobilidade na cidade por aplicativo, em um estudo pioneiro para compreender como as pessoas se deslocam pela cidade que serão também utilizados para a revisão do plano de mobilidade que começa efetivamente a acontecer neste mês.

Eixos a serem trabalhados

A partir dos levantamentos realizados pela secretaria, Mittmann apresentou, ao tomar posse, dez eixos vão nortear as ações voltadas à mobilidade e urbanismo na cidade em curto, médio e longo prazo.

A intenção é valorizar o pedestre, a humanização e o transporte coletivo. “Precisamos reverter a tendência de perda de usuários do ônibus e ao mesmo tempo oferecer alternativas para a mobilidade ativa, qualificando as calçadas, criando espaços para a bicicleta.”, afirma o secretário. Ele acrescenta que o BRT (Bus Rapid Transit) é o modelo ideal para o transporte coletivo na cidade a ser perseguido. “Mas enquanto trabalhamos em obras mais complexas para tal já temos uma série de estudos de pequenos corredores exclusivos de rápida implementação para dar mais velocidade ao ônibus em diferentes gargalos na cidade”, explica.

Um dos grandes gargalos está nas pontes de acesso à Ilha de Santa Catarina. Entre as alternativas estudadas é fazer uma faixa reversível na ponte Colombo Salles, de acordo com a prefeitura ao mesmo tempo que se iniciam as obras de entorno da Ponte Hercílio Luz que darão prioridade ao transporte coletivo.

Conheça os dez eixos temáticos

Pedestres

O objetivo do município é fazer intervenções rápidas, como a ampliação do projeto + Pedestre, que amplia os espaços de pedestres na cidade e o Calçada Certa. A ideia é revitalizar os passeios de prédios públicos, em especial escolas e equipamentos de saúde, e conectá-los com qualidade ao ponto de ônibus mais próximo ou a um terminal. Serão também estudadas melhorias em escadas, rampas e corrimões nas comunidades.  *Curto e médio prazo

Bicicletas

O investimento será na implantação de ciclovias e ciclofaixas. Com a inserção das bicicletas compartilhadas na cidade, a prefeitura pretende instalar bicicletários e pontos de paradas em outras regiões. A ideia é aumentar significativamente as rotas da rede atual, que é de 96,2 km, para 158,531 km, conectando localidades e diferentes modais. * Curto e médio prazo

Propostas para ciclovias na avenida das Rendeiras, na Lagoa, e na avenida Madre Benvenuta estão na reta final na reta final de avaliação com as comunidades – Divulgação/ND

 – Transporte coletivo

Este é o principal modal que receberá investimentos da prefeitura, principalmente os BRTs, que vão conectar a cidade nas rotas de longas distâncias. Estão previstas também intervenções rápidas para melhoria do sistema. *Curto, médio e longo prazo

Prioridade no uso da ponte Hercílio Luz será para o uso por transporte coletivo, pedestres e ciclistas – Divulgação/ND

– Outros Modais: Transporte marítimo, teleféricos e planos inclinados

De acordo com a prefeitura, é preciso explorar o potencial das baías Norte e Sul e também oferecer uma forma mais inteligente de transpor os declives da cidade. Uma das opções é entrar de vez no transporte marítimo por meio da rota turística e aos poucos ampliar rotas e linhas ao mesmo tempo que está sendo estudado a viabilidade técnica e financeira para um transporte marítimo ligando ilha e continente com barcos de embarque e travessia rápida, facilitando o uso para pedestres e ciclistas. Também avançou a negociação o acesso a orla junto a base aérea, permitindo no futuro a ligação sul-sul (continente-ilha) por transporte marítimo. Outras soluções que entram na pauta incluem elevadores em planos inclinados e teleférico. *Médio e longo prazo

Transporte individual

Para este tipo de transporte, o município prevê políticas de estímulo ao compartilhamento de caronas e, a longo praz, o sistema para o incentivo dos carros elétricos. Como exemplo, Mittmann diz que eventualmente os carros compartilhados poderão utilizar corredores exclusivos para ônibus, como é o caso da Ponte Hercílio Luz. *Curto e  médio prazo

ND – Divulgação

Logística de cargas

Para reduzir os impactos destes veículos no trânsito da cidade, em curto prazo, se prevê a identificação e criação de pontos de carga e descarga nos bairros e no centro, fazendo com que o comércio estimule esse uso. Também há a intenção de implantar um sistema de fiscalização de horários mais eficientes. *Curto e médio prazo

Gestão e operação

Envolve mudanças internas e de atribuições dos órgãos do município com os  demais agentes que atuam na área de mobilidade, estadual e federal. É discutida, por exemplo, a possibilidade de firmar parcerias de integração entre as polícias que atuam no trânsito. *Curto e médio prazo

Planejamento e projetos integrados

A partir da REMOB, pretende-se organizar o fluxo de projetos entre a parte conceitual definida nas Políticas Públicas e Planos com o desenvolvimento dos projetos e obras. Nas rodovias estaduais, por exemplo, o município quer provocar a criação de uma câmara técnica entre prefeitura e governo do Estado para que os projetos sejam trabalhados de forma integrada. *Curto e médio prazo

Planos

A proposta é considerar a questão urbanística de maneira integrada com a mobilidade. Há uma série de planos a serem mantidos e desenvolvidos, entre eles o próprio Plano de Mobilidade, o Plano Diretor e o projeto de regularização urbanística. *Médio e longo prazo

Governança e participação social

Formação da rede de mobilidade que vai atuar em diferentes frentes da mobilidade, sempre de forma integrada e buscando ouvir a sociedade. Caberá à rede organizar e debater as políticas de mobilidade da cidade e da própria região metropolitana, promovendo políticas junto às demais esferas de poderes.

Avanço nas ações

Ainda de acordo com a Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana da Capital, todas as obras de infraestrutura que estão atualmente em andamento (pavimentação) serão analisadas e quando possível, terão a inclusão do modal bike.

O programa Mais Pedestres ampliou o número de intervenções e avançará para a área continental, assim como o Mais Pedal, que começa intervenções em outras regiões da ilha e do continente ainda no mês de Julho ao mesmo tempo que cria travessias seguras em locais que já existem ciclofaixas. Também foi definido o modelo de comunicação horizontal para ciclorrotas que está sendo implantado no primeiro trecho de revitalização da Virgílio Várzea no Saco Grande.

O grupo técnico específico da Mobilidade, que tem o Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) na coordenação, também já começou a revisar o plano de mobilidade de Florianópolis, cujo calendário e metodologia será divulgado em Julho.

Iniciou-se também a análise de viabilidade técnica e financeira para incluir ônibus com piso baixo no sistema. Para tanto será necessário a disponibilidade de veículos por parte de fabricantes para operar ônibus teste em algumas linhas.

No âmbito municipal já entrou em operação a Remob (Rede de Mobilidade) – Operações. Trata-se uma câmara que discute as intervenções que reúne Mobilidade, Diope, Ipuf e guarda municipal A ideia é ampliar a Remob para outras secretarias municipais e ativar de forma adequada a participação da comunidade nas decisões. A experiência da rede será ampliada para a área de fiscalização, buscando atender com inteligência e participação dos representantes dos setores, em especial no transporte irregular por ônibus turísticos, vans, e escolares.

Avançaram também os estudos urbanísticos e a definição de modelos de embarcações adequadas para para a travessia rápida de pedestres e ciclistas entre a ilha e o continente. Serão necessários os levantamentos técnicos complementares para o estudo de infraestruturas mínimas para uma operação eficiente.

Outro ponto são as conversas entre a prefeitura e a base aérea, localizada no Sul da Ilha de Santa Catarina. A intenção é oferecer o acesso a orla, para que possam ser operados serviços para transporte  entre o Sul da Ilha de Santa Catarina e os municípios vizinhos, Palhoça em especial. Em paralelo, a secretaria realiza os estudos técnicos para cumprir esse objetivo.

Sobre as ciclovias, estão na reta final de avaliação com as comunidades os projetos para a avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição e na Madre Benvenuta, no Santa Mônica, outra importante via urbana da cidade. A ciclovia na avenida Mauro Ramos, no Centro, também passa por avaliação técnica final no momento.

Propostas para ciclovias na avenida das Rendeiras, na Lagoa, e na avenida Madre Benvenuta estão na reta final na reta final de avaliação com as comunidades – Divulgação/ND

Mobilidade é prioridade na reabertura da ponte Hercílio Luz

Após passar quase 30 anos em reforma, a ponte Hercílio Luz, cartão postal da capital catarinense, deve finalmente ter os trabalhos concluídos até dezembro deste ano, de acordo com o Governo de Santa Catarina.

A expectativa da população é grande para o momento em que poderá utilizar a estrutura da velha senhora, para caminhar, para o lazer ou  mobilidade.

Desde 2017, a Prefeitura da Capital passou a estudar a melhor forma para a utilização da ponte a partir do momento em que as obras estejam concluídas. O levantamento deu origem ao projeto Ponte Viva, que prevê ações e programas com diversos temas, escalas e complexidades. É uma visão estratégica de curto, médio e longo prazo para o uso integrado Hercílio Luz em áreas como mobilidade, turismo, patrimônio, turismo, cultura, esporte e lazer.

Prioridade no uso da ponte Hercílio Luz será para o uso por transporte coletivo, pedestres e ciclistas – Divulgação/ND

De acordo com a Secretaria de Mobilidade do município, a prioridade será para o uso por transporte coletivo, pedestres e ciclistas. A estimativa é absorver, já em um primeiro momento, pelo menos 16 linhas de ônibus que transportam 40 mil pessoas diariamente no trajeto entre a Ilha e o Continente, marcando o início de um processo gradativo de ocupação que incluirá um significativo número de linhas de ônibus na sequência.

Essa liberação ao tráfego deve ser feita de forma progressiva. “Prevemos inicialmente uma conexão direta
com a Beira-Mar Norte para operar as primeiras linhas, passando posteriormente para mudanças viárias e um corredor exclusivo que levará ao Ticen e, no futuro, a criação de uma faixa para acessar a avenida Rio Branco e gerar novos serviços que incentivarão o uso dos ônibus e favorecerão a redução de caminhada para o pedestre acessar o sistema”, afirma Michel Mittmann.

Prioridade no uso da ponte Hercílio Luz será para o uso por transporte coletivo, pedestres e ciclistas – Divulgação/ND

No entanto, para permitir o acesso dos coletivos serão necessárias obras nos dois lados das cabeceiras da ponte. Antes de permitir a circulação dos ônibus, a prefeitura vai aguardar uma diminuição do fluxo de pedestres que se dará nos primeiros dias de abertura da ponte . A expectativa é de que pelo menos 500 mil pessoas visitem o local nos primeiros dias após a reabertura.

Outro assunto que ainda será avaliado é a liberação da ponte como apoio quando alguma das outras duas pontes for bloqueada ao tráfego. “Caso isso venha a ocorrer, não queremos que se torne um fato irreversível e a gente volte a priorizar o automóvel individual sobre o transporte coletivo. Então, é preciso observar com muito critério e cuidado. Talvez seja possível, mas a operação será baseada em inteligência operacional”, diz o secretário.

Sincronia de sinaleiras em tempo real é realidade em Florianópolis

A sincronia em tempo real dos semáforos na região central de Florianópolis, uma das principais demandas dos motoristas da cidade, opera em 80% das máquinas, afirma o secretário de Transportes e Mobilidade Urbana da Capital, Michel Mitmann. São 120 câmeras, instaladas em 30 cruzamentos da cidade.

Sincronia de sinaleiras em tempo real já é realidade em Florianópolis – Divulgação/ND

Dados da secretaria apontam que diversos fatores contribuem para o melhor fluxo de veículos, como a conclusão da terceira faixa da Via Expressa (BR 282) e nos antigos gargalos de tráfego no centro da cidade a população já consegue perceber as melhorias no trânsito de saída da ilha, embora como previsto será necessário uma operação diferenciada para a entrada na ilha. Pretende-se obras e ações complementares visando especialmente fluir com o transporte coletivo.

O motorista Michael da Rosa é uma das pessoas que destaca a importância da iniciativa para a fluidez do tráfego. “O meu cotidiano mudou muito após a sincronização dos semáforos no Centro da cidade, consegui diminuir significativamente o meu tempo de trajeto de casa até o trabalho, pois passo todos os dias pela Beira-Mar Norte. Isso se reflete em qualidade de vida, consigo ter mais tempo para passar com a minha família, para fazer exercícios e para o lazer”, afirma.

A tecnologia possibilita que a via que tenha mais movimento seja a que também fique mais tempo com o sinal verde aberto, garantindo maior fluxo ao tráfego dos veículos no centro da capital. Aliada à conclusão da calibragem dos equipamentos e do software contratados, a Prefeitura de Florianópolis executa diversas ações de curto e médio prazos para melhorar a infraestrutura viária da cidade ao mesmo tempo em que incentiva novos modais de transporte.

Para Mittmann, a entrada em funcionamento do sistema de tempo real reforça essa tendência para os veículos individuais, mas especialmente para o transporte coletivo, garantindo mais rapidez de deslocamento para os passageiros de ônibus.

Sincronia de sinaleiras em tempo real já é realidade em Florianópolis- Divulgação/ND

Cruzamentos que já receberam a tecnologia tempo real

  • Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos com a Rua Desembargador Arno Hoeschel
  • Rua Almirante Lamego com a Rua Desembargador Arno Hoeschel
  • Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos com a Travessa Rufino José da Silva
  • Rua Almirante Lamego com a Travessa Rufino José da Silva
  • Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos com a Avenida Professor Othon Gama D’Eça
  • Rua Bocaiúva com a Avenida Professor Othon Gama D’Eça
  • Rua Bocaiúva com a Avenida Trompowski
  • Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos com a Rua Alves de Brito
  • Rua Bocaiúva com a Rua Alves de Brito
  • Rua Bocaiúva com a Rua Altamiro Guimarães
  • Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos com a Avenida Mauro Ramos
  • Avenida Mauro Ramos com a Rua Heitor Luz/Rua Bocaiúva
  • Avenida Mauro Ramos com a Rua Demétrio Ribeiro
  • Avenida Mauro Ramos com a Rua Vitor Konder/Rua Djalma Moellmann
  • Avenida Mauro Ramos com a Rua Ferreira Lima
  • Avenida Mauro Ramos com a Rua Crispim Mira
  • Avenida Mauro Ramos com a Travessa Dr. Zulmar de Lins Neves
  • Rua Frei Caneca (Praça Celso Ramos) com a Rua Allan Kardec (Morro da Cruz)
  • Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos com a Rua João Carvalho (Praça Celso Ramos)
  • Rua Frei Caneca com a Rua João Carvalho
  • Avenida Governador Irineu Bornhausen com a Praça Professor Amaro Seixas Neto
  • Avenida Governador Irineu Bornhausen com a Praça República da Grécia (Koxixos)
  • Avenida Paulo Fontes com a Rua Padre Roma
  • Rua Padre Roma com a Rua Francisco Tolentino
  • Rua Padre Roma com a Rua Felipe Schmidt
  • Rua Padre Roma com a Rua Tenente Silveira
  • Avenida Rio Branco com a Rua Padre Roma
  • Avenida Osvaldo Rodrigues Cabral (Hotel Intercity) com a Rua Antônio Pereira Oliveira Neto
  • Avenida Rio Branco com a Avenida Professor Osmar Cunha
  • Avenida Rio Branco com a Rua Nereu Ramos (Rua Barão de Batovi)

Prefeitura de Florianópolis