Preso em operação em SC tem imóvel de alto padrão e foi encontrado na BR-101

A Operação CH2, deflagrada na manhã desta terça-feira (11) pela Polícia Civil, cumpriu, até as 9h, mandados de prisão temporária de nove pessoas acusadas de envolvimento em uma quadrilha de roubo de cargas que atua em Santa Catarina.

Entre os presos há dois receptadores. Um dos investigados não estava em casa, um apartamento de classe média-alta em Navegantes, mas foi capturado na BR-101, com um caminhão, na região de Tubarão.

Operação CH2 foi deflagrada na manhã desta terça-feira – Divulgação/Polícia Civil

As ações ocorreram em seis cidades: Itajaí, Navegantes, Itapema, Joinville, Tijucas e Presidente Nereu, para cumprir 11 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão. Cerca de 60 policiais civis da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) participaram da operação.

A investigação é da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas da Deic, coordenada pelo delegado Osnei de Oliveira.

Motorista refém motivou investigações

A apuração teve início em 2018, a partir do roubo de uma carga de polietileno em Palhoça, quando o motorista foi feito refém em Navegantes.

“Esta carga acabou sendo localizada em Agronômica, no Alto Vale. Depois conseguimos identificar outras cargas roubadas e algumas foram apreendidas no Vale e Litoral. Os investigados responderão por roubo, organização criminosa e receptação”, disse o delegado Osnei.

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O grupo é responsável por pelo menos cinco roubos de cargas já recuperadas pela Polícia Civil.

“O foco deles era polietileno, que é matéria-prima e tem um valor comercial, mas também localizamos ao longo da investigação cargas de alimentos, fraldas e produtos diversos”, relatou Osnei.

Concentração de casos no Litoral

O diretor da Deic, delegado Luis Felipe Fuentes, destacou a mobilização policial para reprimir esse tipo de atividade criminosa no Estado.

“Desde o início do ano fizemos uma série de operações para alcançar os participantes desse crime no Estado e até fora. É um crime com concentração maior nessa região do Litoral, que vai de Palhoça a Garuva, mas a nossa investigação abrange o Estado inteiro”, assinalou o diretor.

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