PRF irá retirar ‘infiltrados políticos’ de bloqueios rodoviários, diz ministro

Nos últimos dias, manifestantes pedindo uma intervenção militar no país se juntaram aos bloqueios de caminhoneiros autônomos - Vladimir Platonow/Agência Brasil
Nos últimos dias, manifestantes pedindo uma intervenção militar no país se juntaram aos bloqueios de caminhoneiros autônomos – Vladimir Platonow/Agência Brasil

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou nesta segunda-feira (28) que a Polícia Rodoviária Federal irá retirar o que chamou de “infiltrados políticos” de pontos de paralisação de caminhoneiros pelo país. Segundo ele, o órgão policial tem feito um mapeamento das pessoas que participam dos bloqueios em rodovias e, “quando for o caso”, irá separar os militantes políticos do restante dos caminhoneiros grevistas.

>> AGORA EM SC: Acompanhe a greve dos caminhoneiros e os reflexos no Estado nesta segunda-feira

“A Polícia Rodoviária Federal conhece as estradas onde trabalha e sabe das infiltrações políticas que aconteceram. Ela está mapeando e não quer cometer nenhuma injustiça”, disse. “Ela tem feito algumas ações de retirada de pessoas quando for o caso”, acrescentou.

De acordo com o ministro, o serviço de inteligência do governo federal tem atuado também para a identificação de infiltrados políticos que, segundo ele, têm atuado para que a crise de desabastecimento não seja encerrada. 

“Eles se infiltraram com objetivos de disputas políticas para fazer com que a paralisação não seja encerrada. O nosso serviço de inteligência está trabalhando nisso, para que a infiltração não seja preponderante para construir a possibilidade imediata da normalidade”, disse.

Nos últimos dias, manifestantes pedindo uma intervenção militar no país se juntaram aos bloqueios de caminhoneiros autônomos.

>> Entidades aderem a acordo, mas caminhoneiros seguem parados em todo País

Pedir intervenção militar desmoraliza o bom caminhoneiro, diz líder

José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros), é favorável ao fim das paralisações, já que Temer cedeu às demandas da categoria na noite deste domingo. A julgar pelo balanço de 557 pontos de bloqueio nas estradas, divulgado pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) na tarde desta segunda-feira, muitos caminhoneiros discordam.

“Não é mais o movimento dos caminhoneiros, são grupos que pedem intervenção militar, querem derrubar o governo. Sendo que quem está negociando conosco é o presidente da República”, diz Fonseca. 

Ele está pedindo para líderes regionais cessaram o movimento. “O movimento começou como uma coisa natural. Agora estou em 30 grupos de WhatsApp onde só entra besteira. Pedir intervenção militar desmoraliza o bom caminhoneiro”, afirma.

Brasil

PRF irá retirar ‘infiltrados políticos’ de bloqueios rodoviários, diz ministro

GUSTAVO URIBE E TALITA FERNANDES

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou nesta segunda-feira (28) que a Polícia Rodoviária Federal irá retirar o que chamou de “infiltrados políticos” de pontos de paralisação de caminhoneiros pelo país.

Segundo ele, o órgão policial tem feito um mapeamento das pessoas que participam dos bloqueios em rodovias e, “quando for o caso”, irá separar os militantes políticos do restante dos caminhoneiros grevistas.

“A Polícia Rodoviária Federal conhece as estradas onde trabalha e sabe das infiltrações políticas que aconteceram. Ela está mapeando e não quer cometer nenhuma injustiça”, disse. “Ela tem feito algumas ações  de retirada de pessoas quando for o caso”, acrescentou.

De acordo com o ministro, o serviço de inteligência do governo federal tem atuado também para a identificação de infiltrados políticos que, segundo ele, têm atuado para que a crise de desabastecimento não seja encerrada. 

“Eles se infiltraram com objetivos de disputas políticas para fazer com que a paralisação não seja encerrada. O nosso serviço de inteligência está trabalhando nisso, para que a infiltração não seja preponderante para construir a possibilidade imediata da normalidade”, disse.

Nos últimos dias, manifestantes pedindo uma intervenção militar no país se juntaram aos bloqueios de caminhoneiros autônomos.

Mais conteúdo sobre

Jornalismo

Nenhum conteúdo encontrado