Procuradoria pede prorrogação de inquérito sobre Temer

FÁBIO FABRINI E LETÍCIA CASADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, concordou com a prorrogação, por mais 60 dias, do inquérito sobre o decreto dos portos, que apura o possível envolvimento do presidente Michel Temer em corrupção e lavagem de dinheiro.

Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, autorizou quebra de sigilo bancário de Temer - Beto Barata/PR
Envolvimento de Temer em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro é investigado– Beto Barata/PR

O parecer da procuradora foi motivado por pedido da Polícia Federal, que afirma ser necessário mais tempo para concluir as diligências em andamento. O documento será agora enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, que decidirá se estica ou não o período das investigações.

A PF ainda não terminou a análise das quebras de sigilo bancárias e fiscais dos envolvidos no caso. Entre eles estão o coronel João Batista Lima Filho e o advogado José Yunes, amigos próximos de Temer.

Ainda estão sendo colhidos depoimentos considerados importantes para o desfecho das apurações.

Nesta quinta (3), foi ouvida em São Paulo uma das filhas do presidente, Maristela Temer, cuja casa foi reformada com o apoio do coronel e de sua mulher, Maria Rita Fratezi.

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que parte das despesas da obra foi paga em dinheiro vivo por Fratezi. Um dos chamados a depor nesta sexta (4) é Piero Cosulish, da Ibiza Acabamentos, que afirmou à reportagem ter recebido em espécie da arquiteta.

Uma das linhas de investigação é a de que Temer teria lavado dinheiro de corrupção, supostamente recebido da JBS e de um contrato com a Engevix, em imóveis.

O presidente atribui as investigações a uma investida de setores oposicionistas.

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Procuradoria pede prorrogação de inquérito sobre Temer

FÁBIO FABRINI E LETÍCIA CASADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, concordou com a prorrogação, por mais 60 dias, do inquérito sobre o decreto dos portos, que apura o possível envolvimento do presidente Michel Temer em corrupção e lavagem de dinheiro.

O parecer da procuradora foi motivado por pedido da Polícia Federal, que afirma ser necessário mais tempo para concluir as diligências em andamento. O documento será agora enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, que decidirá se estica ou não o período das investigações.

A PF ainda não terminou a análise das quebras de sigilo bancárias e fiscais dos envolvidos no caso. Entre eles estão o coronel João Batista Lima Filho e o advogado José Yunes, amigos próximos de Temer.

Ainda estão sendo colhidos depoimentos considerados importantes para o desfecho das apurações.

Nesta quinta (3), foi ouvida em São Paulo uma das filhas do presidente, Maristela Temer, cuja casa foi reformada com o apoio do coronel e de sua mulher, Maria Rita Fratezi.

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que parte das despesas da obra foi paga em dinheiro vivo por Fratezi. Um dos chamados a depor nesta sexta (4) é Piero Cosulish, da Ibiza Acabamentos, que afirmou à reportagem ter recebido em espécie da arquiteta.

Uma das linhas de investigação é a de que Temer teria lavado dinheiro de corrupção, supostamente recebido da JBS e de um contrato com a Engevix, em imóveis.

O presidente atribui as investigações a uma investida de setores oposicionistas.

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