Professores da Escola de Música de Florianópolis devem voltar ao trabalho na segunda-feira

Após três dias de greve, eles receberam o salário que estava atrasado e a garantia da continuidade das aulas até o fim do ano

Os professores da Escola Livre de Música de Florianópolis devem voltar ao trabalho na segunda-feira (9), após greve que começou no dia 2 de maio. Eles reivindicavam o pagamento dos salários atrasados, referentes aos meses de março e abril. Nesta quinta-feira (5) eles receberam o pagamento de março e na sexta devem receber o salário referente ao mês de abril.

Daniel Queiroz/ND

Os alunos têm aulas gratuitas de canto e instrumentos

O coordenador da instituição, professor Felipe Arthur Moritz, afirmou que em reunião com o conselho pedagógico e com a Secretaria de Cultura de Florianópolis, ficou acordado o contrato com os 16 professores até julho, com aditivo após essa data. O secretário também garantiu o funcionamento da escola até o fim do ano.  As informações serão repassadas a todos os professores com indicação de retorno às aulas na  segunda-feira.

Em entrevista ao ND, o secretário de cultura, Pedro de Almeida, havia afirmado que os repasses foram comprometidos por causa da troca de presidentes na Fundação Franklin Cascaes. De acordo com Almeida, a verba é repassada pelos patrocinadores por meio do Ministério de Cultura e fica em uma conta bloqueada até ser liberada pelo MinC e a secretaria estava apenas esperando o dinheiro cair.

No mês passado, Moritz havia alertado o público para a possibilidade de encerramento das atividades da Escola de Música a partir de julho em razão da falta de recursos. Ele afirmou que durante a reunião desta quinta (5), o grupo também discutiu junto à secretaria a possibilidade da criação de um instituto de caráter público-privado, para garantir o funcionamento pleno da escola, um trabalho contínuo e mais independente do município. O assunto ainda será avaliado.

:: Escola de música de Florianópolis precisa de apoiadores

Apesar do momento difícil, o coordenador diz que a situação fortaleceu o trabalho desenvolvido em Florianópolis e agradeceu o apoio da imprensa, funcionários e alunos da escola. “Todo mundo esteve mobilizado para que continue, esse momento difícil trouxe muita visibilidade para a escola que muitos nem sabiam que exista, mas agora sabem dessa luta. Quero crer que vamos sair mais fortes e que a escola vai seguir”, disse.

As aulas são ministradas há três anos em um núcleo no bairro Campeche, no Sul da Ilha, e na antiga escola Silveira de Souza, na rua Alves de Brito, no Centro, para mais de 700 alunos. Em abril os professores começaram uma campanha com o objetivo de sensibilizar a população e apoiadores para manter abertas as aportas da jovem e reconhecida instituição de ensino da música. Empresas podem auxiliar o projeto por meio da lei Rouanet de incentivo à Cultura.

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