Promotor pede esclarecimento à policia sobre fuzilamento de três homens em Florianópolis

O promotor da Vara do Tribunal do Júri de Florianópolis, Wilson Paulo Mendonça Neto, devolveu à Delegacia de Homicídios o inquérito policial para novas diligências sobre o fuzilamento de três suspeitos no bairro Saco Grande, nas proximidades de um shopping, pela Polícia Militar. Segundo informações, os PMs teriam disparado 195 tiros de fuzil e metralhadora contra o carro onde estavam o foragido da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, Patrick do Nascimento, integrante da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense, o PGC, e outros dois jovens que não tinham passagens policiais. O confronto ocorreu na noite de 15 de fevereiro.

A ocorrência começou com um assalto no bairro Cacupé, praticado por Patrick. Na tentativa de escapar da polícia, ele fugiu para um matagal nas imediações. Mais tarde, por volta das 22h, Wyster Taylor Ribeiro da Silveira e Tairo Martins Fernandes, foram de carro no local onde estava o comparsa, para resgatá-lo.

No retorno, na rodovia Virgílio Várzea, o trio encontrou uma viatura do Pelotão de Patrulhamento Tático. O motorista não teria obedecido a ordem de parar e um dos ocupantes do carro deu um tiro em direção à guarnição, acertando sem gravidade o braço de um policial militar. Houve revide e os PMs fuzilaram o carro com os ocupantes.

A intenção do promotor de justiça é saber as circunstâncias do confronto, se havia necessidade para tantos tiros, a distância entre a viatura e o carro dos suspeitos, a posição dos atiradores e o número de viaturas que estavam na ocorrência.

Além disso, o promotor também pediu o inquérito policial militar para confrontar com o inquérito feito pela Polícia Civil. Não está descartada a possibilidade de o promotor Wilson solicitar ao Instituto Geral de Perícia e a Polícia Civil a reconstituição do crime. 

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