Qualidade de vida explicaria custo dos imóveis

Mercado leva em consideração inúmeras variáveis para compor preços. E vale também a velha lei da oferta e da procura: Florianópolis atrai

Empresários da construção civil de Florianópolis esclarecem que o preço do metro quadrado na capital catarinense – 2º mais alto do país, perdendo apenas para Brasília – tem uma explicação objetiva: o valor agregado dos imóveis na cidade que é considerada a de melhor qualidade de vida do Brasil. O que confirma a tese de que existe mesmo um Custo Florianópolis embutido nos imóveis. Se é bom ou ruim, cabe ao consumidor dizer. Mas o fato é que a composição dos preços leva em conta o CUB, mas também fatores subjetivos, por causa de localização, qualidade da construção, acessos viários, segurança, conforto, entre outros. E o valor, em si, de um imóvel novo, considera todas essas variáveis, além do próprio posicionamento do mercado imobiliário. “É o mercado, a velha mecânica da oferta e procura, que orienta os preços”, explicou-me um empresário, que prefere não se identificar.

Marcas

Há não muito tempo, entrevistei um empresário de Florianópolis que publica anúncios em classificados dos jornais do Rio e São Paulo para venda de imóveis na capital catarinense. Ele coloca simplesmente “Floripa”, como título, e uma descrição sucinta do imóvel. Vende tudo. “Floripa e Florianópolis são marcas consolidadas no mercado. E isso explica a valorização dos imóveis”, observou-me.

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Urbanismo

Feira Miramar: vida, alegria e convivência cultural e social

Arte, cores…

Aos sábados, a Feira Miramar de Artesanato é um contraponto à situação geral de abandono e sujeira no entorno do Mercado Público. Uma das expositoras destaca: “A feira ocupa a área com arte, com cores, com alto astral, revitalizando a área, que, além da sujeira jogada por comerciantes, tem também atividades de prostituição e venda de drogas no dia a dia”.

… e alto astral

A expositora finaliza: “Nossos artesãos, que não são poucos, entram no espaço, descarregam seus materiais e saem para estacionar, nenhum carro fica ali, e isso tem que ser feito rapidamente, pois ficamos ali cobrando a saída dos carros. Da mesma forma, na saída eles desmontam tudo e aí vão buscar o carro, carregam e saem, rapidinho, e nestes horários não há grande movimento de pessoas , 7h30 e 14h”.

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Cultura

Dezesseis anos levando alegria e entretenimento ao público

Teatro

A Farsa do Advogado Pathelin, há 16 anos em cartaz, está sendo apresentada até este sábado (21) no teatro SESC Prainha, às 20h, com entrada franca. O espetáculo encerra oficialmente o Festival Itinerante de Repertório que circulou com três peças do repertório por 30 cidades catarinenses para comemorar os 25 anos da companhia.

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Patrimônio

Alteração em patrimônio intriga morador de São José

Puxadinho

Cidadão josefense está preocupado com a situação da imagem. Trata-se de uma obra em patrimônio histórico – o Clube 1º de Junho –, sem qualquer registro de arquiteto ou engenheiro responsável junto ao Crea-SC. Ele tentou obter informações na prefeitura, sobre quem autorizou a alteração (veja a parede de tijolos), mas não obteve sucesso.

Chorinho

Este sábado (21) assinala em Florianópolis o Dia Municipal do Choro. Será comemorado, é claro, com muito choro, num show especial em Santo Antônio de Lisboa (Praça do Artesanato), a partir das 16h, tendo a participação dos grupos Garapuvu, Nó na Madeira, Portal do Choro e No Meu Quintal. Haverá homenagem especial a Aldo Krieger, precursor do choro e da polka em Santa Catarina. A promoção é do Clube do Choro.

Empregos

São José, de grande tradição industrial, confirma-se como um dos municípios mais importantes do Estado na geração de empregos – é o 3º, atrás de outros dois destacados centros, Jaraguá do Sul e Blumenau. Conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o município da Grande Florianópolis tem 77% de sua população economicamente ativa empregada formalmente.

Desafio…

Gerenciamento de lojas, contratação de funcionários e comercialização de artigos estão entre as atividades que o Desafio Sebrae simula a cada edição em seus jogos. Neste ano, a simulação começa em maio, e o desafio será administrar uma empresa de frutas tropicais – desde a produção das frutas, até a venda de produtos com valor agregado.

…empreendedor

O jogo tem por objetivo estimular o espírito empreendedor em jovens universitários, que podem fazer sua inscrição até o dia 18 de maio pelo site www.desafio.sebrae.com.br. As equipes que chegarem à etapa nacional ganham um iPad e bolsas de estudo na Fundação Getúlio Vargas.

Preços

Ainda sobre os preços de imóveis, o leitor Thiago Paulo observa: “Certa vez, em Brasília, ouvi uma piada que pode ser aplicada em Florianópolis: perguntaram ao ganhador de um reality show o que ele faria com o prêmio, e ele respondeu: ‘Vou comprar um imóvel em Brasília’. Então, nova pergunta: ‘E o resto?’ Ele respondeu: “Bem… o resto eu vou financiar pela Caixa Econômica”.

Usura

Chamou atenção nas redes sociais, na quinta-feira (19), o protesto do veterano jornalista J. B. Telles contra um dos mais tradicionais restaurantes de Florianópolis. Tudo porque, após o pagamento da generosa conta, pediu mais um tablete de chocolate mentolado – que gentilmente acompanha o cafezinho. A casa quis cobrar-lhe mais R$ 0,30 de despesa pela miséria de chocolate. J. B., cliente do restaurante durante 44 anos, recebeu uma impressionante solidariedade dos amigos no Twitter.

Coisa tosca

Como assim um secretário da prefeitura de Florianópolis autorizou uma empresa a patrolar um sítio arqueológico no Estreito? A operação foi impedida graças à intervenção cidadã da professora Regina Brasil. Não fosse ela, o tesouro histórico teria sido moído pelas máquinas! É a tal história: não basta ser autoridade; tem que ter preparo e compromisso com a cidade.

Saúde pública

“Será que os governos federais, estaduais e municipais não enxergam a situação em que nos encontramos? Sabem o que é conseguir fazer um exame? Um exame de ressonância magnética custa mais de R$ 1 mil”. Presidente da Câmara de São José, vereador Neri Amaral (PMDB), em pronunciamento sobre a precária situação da saúde pública no Brasil.