Dois presos na Operação Alcatraz são soltos pela Polícia Federal

Atualizado

Duas das quatro pessoas presas temporariamente pela Polícia Federal, como parte da Operação Alcatraz, foram soltas no fim da tarde desta sexta-feira (1°). Segundo a PF, eles foram liberados após terem sido interrogados novamente pelo delegado que conduz a investigação. Além disso, a advogada Michelle Oliveira da Silva Guerra, presa preventivamente, foi beneficiada com prisão domiciliar.

Dois presos temporários continuam na sede da Polícia Federal em Florianópolis – Arquivo/Flavio Tin/ND

A soltura dos quatro presos temporários ocorreu conforme a autorização na decisão judicial que decretou as prisões. A Polícia Federal não divulgou os nomes das duas pessoas que foram soltas. Na manhã desta sexta-feira, seis presos preventivamente haviam ingressado no sistema prisional catarinense.

Entre as pessoas que tiveram prisão temporária decretada nesta quinta-feira (30) estão o servidor público da secretaria de Administração, Luiz Carlos Pereira Maroso; o analista de tecnologia da informação e comunicação da Epagri, Renato deggau; o gerente de projetos da Secretaria de Administração, Edson Nunes Devincenzi; e o gerente de tecnologia da informação e governança eletrônica da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Fábio Lunardi Farias.

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A reportagem identificou que o advogado de defesa de Michelle, que teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar, seria Francisco Yukio Hayashi. O Notícias do Dia tentou contato pelo celular, mas ele não atendeu às ligações.

A advogada de Fábio Lunardi Farias, Júlia Vergara, informou, em nota, que ele foi solto na noite desta sexta-feira (31) e não tem qualquer envolvimento com recebimento de valores ou qualquer tipo de vantagem indevida – inclusive abriu mão de sigilos bancário e fiscal voluntariamente e forneceu senhas de todos os aparelhos e sistemas/programas, ainda no cumprimento da busca. Segundo ela, Fábio atendia as demandas técnicas que vinham da presidência da Epagri, tendo recebido suporte direto da Diretoria de Governança Eletrônica do Estado (DGOV) nas licitações sob investigação e somente tomou conhecimento das tratativas ilícitas quando leu a decisão judicial que determinou as prisões e buscas. Ele espera que sua inocência seja logo reconhecida e está profundamente abalado por ter seu nome indevidamente envolvido com indícios de ilícitos.

A decisão da juíza Janaína Cassol Machado, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, obtida em primeira mão pelo ND, detalha o funcionamento do esquema de propina que desencadeou a operação da Polícia Federal.

A reportagem do ND teve acesso em primeira mão à decisão da juíza Janaína Cassol Machado, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, que expediu os mandados de prisão de ao menos 11 investigados na Operação Alcatraz deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (30).

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