Quem é o padre flamenguista que se prepara para comemorar título do Mundial

Humberto Zanini garante que a camisa do Flamengo é sua segunda pele e dá o palpite para a final diante do Liverpool

A batina sai de cena assim que a missa termina e, em seu lugar, a camisa rubro-negra se torna a “segunda pele” do padre Humberto Zanini, hoje pároco em Rio Negrinho, no Planalto Norte. “Meu maior amor é ser padre, minha segunda pele é o Flamengo”, ressalta o já famoso padre flamenguista.

O aniversário de 63 anos não poderia ter sido com outro tema – Foto: Arquivo Pessoal

O aniversário de 63 anos foi na última quarta-feira (18), mas o maior presente virá neste sábado (21), com o grito de campeão, aposta. O palpite para a final do Mundial já está na ponta da língua: 2 a 1 para o Flamengo.

Ele conta que, apesar de não ter tido a influência dos pais, a torcida pelo Flamengo é algo natural. “A gente nasce Flamengo”, afirma. Pela casa, o vermelho e preto predomina e, quem conhece o padre, já sabe: presente é do Flamengo.

Zanini diz que até tem quem tente presentear com outras coisas, mas a tentativa é solenemente ignorada. “Já tentaram me dar outros presentes, mas nem abri. Uma vez me deram uma xícara de outro time, desprezei. Depois, se redimiram e me deram a do Flamengo”, brinca.

E quando o jogo cai na hora da missa?

Quando o jogo cai na hora da missa, não tem problema, ele tem informantes. No dia da final da Libertadores, que o Flamengo não disputava há mais de três décadas, o padre estava presidindo uma missa de crisma. O primeiro tempo, ele conseguiu assistir em casa, mas no segundo, justo o mais importante, era na hora da missa.

Os minutos finais, tão cruciais com a virada rubro-negra, devem ter sido abençoados pelo padre, que soube do título por um dos coroinhas. “Eu deixei um deles responsável para olhar o celular de tempos em tempos e me informar. Quando saiu o primeiro gol, ele me disse ‘empatamos’. Quando eu ouvi os foguetes, pedi licença para o bispo e informei os fiéis que o Flamengo era campeão”, conta.

A torcida é tão grande que os presentes são sempre do Flamengo – Foto: Arquivo pessoal

Neste sábado, o jogo começa às 14h30 e, com certeza, o padre flamenguista estará ligado na frente da televisão. “Se tivesse missa na hora do jogo, eu iria para a missa, mas ainda bem que não tem”, brinca.

O momento mais emocionante da sua vida flamenguista está vivo na memória e não poderia ser outro, senão um clássico. “Em 27 de maio de 2001, quando aos 43 minutos o Pete fez o terceiro gol do Flamengo contra o Vasco”, lembra.

Para ele, hoje o Flamengo é uma seleção e “todos os onze titulares são bons”. Como o jogo é no sábado, se os vizinhos escutarem o grito de campeão, saberão que o padre flamenguista terá um ótimo fim de semana.

Leia também:

+

Notícias