Polícia não tem suspeito da morte de homem encontrado nu, amarrado e apedrejado em Florianópolis

Para amigos, assassinato traz indícios de crime premeditado e homofobia

A Polícia Civil de Florianópolis ainda não identificou nenhum suspeito envolvido na morte de Alexandre João Batista Santiago, de 32 anos, encontrado morto, nu, com as pernas amarradas e com marcas de pedradas, na madrugada do dia 5, em frente ao Parque Walter Lange, em Florianópolis. Para amigos da vítima, o crime pode ter sido premeditado e traz indícios de homofobia.

Reprodução/Facebook

Santiago tinha 32 anos e foi encontrado morto na madrugada de sábado

A morte de Santiago provocou uma grande comoção nas redes sociais. No Facebook, a página “Xande Santiago: a verdade” pede justiça e já tem mais de 600 curtidas. Apesar da polícia ter descartado a hipótese de homofobia no caso, amigos e familiares de Santiago apontam indícios desse tipo de crime no assassinato.

Fabiano dos Santos, amigo há 14 anos de Santiago, argumenta que a vítima tinha um perfil tranquilo, com relacionamento fácil e com uma habilidade especial de saber controlar confusões. Por isso, uma possível briga com moradores de rua soa estranho para amigos e familiares. “Foi um crime de muita maldade e intencional, mas também desconhecemos alguma eventual desavença que ele pudesse ter com alguém”, afirma. “Conhecia o Xande suficientemente bem. Ele era alegre, divertido e evitava confusões. Também descarto comentários de que ele teria ido lá para consumir crack, pois não era disso”, comenta o amigo.

::Homem é encontrado morto, espancado e nu em Florianópolis

Segundo ele, Santiago estava em uma festa na casa de um tio em São José na noite de sexta-feira e, por volta de meia-noite, havia pedido emprestado uma motocicleta para buscar o seu namorado, que o aguardava próximo ao Ticen (Terminal de Integração do Centro), em Florianópolis. No entanto, ele não chegou ao local de destino e o namorado acabou indo para a casa depois para tentar falar com ele inúmeras vezes por telefone, em vão.

“Há uma janela de tempo em que não sabemos o que aconteceu com ele. O Xande era declaradamente assumido, para todos os amigos e familiares. Não sabemos se realmente foi homofobia o que aconteceu, mas, por causa da forma como ele foi encontrado, pela violência sofrida, acreditamos que há alguns elementos que apontam para isso”, acrescenta Fabiano.

A mochila, a chave da moto, o celular, as roupas e o tênis de Santiago estavam ao lado do corpo. Somente a motocicleta é que ainda continua desaparecida.  “De uma maneira geral, a polícia tem feito um bom trabalho, mas esperamos que o caso não seja esquecido e que os culpados sejam punidos”, diz.

Investigações continuam

De acordo com o delegado Ênio de Oliveira Matos, que comanda as investigações, o crime aconteceu durante uma briga com moradores de rua. “Nunca disse que ele foi morador de rua, mas que o caso aconteceu em uma briga com esse pessoal. Foi um caso isolado, não foi homofobia”, afirma o delegado.

Segundo ele, a única câmera de vigilância próxima onde Santiago foi encontrado, anexada à ponte Pedro Ivo Campos, não alcançou o local do crime. “Mas as investigações estão apenas começando. Estamos fazendo o possível para esclarecer o caso”, acentua.

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