Redução da Selic pode auxiliar consumidor a renegociar dívidas

Atualizado

A redução da Selic (taxa básica de juros da economia) de 6,50% para 6,00% ao ano, divulgada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) nesta quarta-feira (31), é uma boa oportunidade para os consumidores renegociarem dívidas.

Redução da taxa Selic é uma boa oportunidade para consumidores renegociarem dívidas – Marcello Casal Jr./Agência Brasil/ND

Este é o primeiro corte da taxa após 16 meses e interrompe sequência de dez reuniões consecutivas de manutenção dos juros. Com isso, a Selic está agora em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.

A redução prevê queda nos juros do cartão de crédito e cheque especial. Sendo assim, a economista, empresária e consultora financeira Francine Mendes, do canal “Mary Poupe”, sugere que os consumidores acionem as instituições financeiras e aproveitem os juros menores para renegociarem as dívidas. Segundo Francine, atualmente, 62% da população brasileira se encontra endividada.

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A economista recomenda, também, que, apesar da redução, o consumidor tenha cautela e pense bem antes de acionar um novo financiamento. “O governo diminuiu a Selic para que os bancos possam reduzir os juros de financiamentos de imóveis, por exemplo. A economia está parada e a inflação está estabilizada. Esse é um momento de recuperação”, diz Francine.

De acordo com a empresária, o governo utiliza o instrumento de redução da taxa de juros para controlar a inflação e movimentar a economia.

Investimentos

Quanto ao consumidor que quiser aproveitar o momento para investir, Francine sugere que procure alternativas, uma vez que a renda fixa deixou de ser rentável. “O consumidor deve se arriscar um pouco mais, se quiser maior rentabilidade”, diz a economista.

Para ela, neste momento, investir na poupança não é um bom negócio, pois rende 70% da taxa Selic. “Se a taxa Selic cai, a rentabilidade da poupança cai também. Já o Tesouro Direto é um investimento mais adequado. Possui a mesma segurança da poupança, porém, com maior rentabilidade”, orienta Francine.

O investimento no Tesouro Direto tem rentabilidade diária de 100% da taxa Selic. Além disso, os títulos podem ser resgatados de um dia para o outro, ao contrário da poupança que só rende no dia do aniversário.

Para esse tipo de investimento, o consumidor deve escolher uma instituição financeira que possibilite investir no Tesouro Direto, como uma corretora ou o próprio banco que já possui conta. Em seguida, deve solicitar que a corretora faça o seu cadastro junto ao Tesouro Nacional.

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