Restaurante Popular de Joinville comemora quatro anos de funcionamento

Associação que administra o local valoriza a produção local de frutas, legumes e verduras para oferecer refeições mais balanceadas

Kátia Nascimento/Divulgação

Waldemira e Laudelino são frequentadores assíduos do Restaurante Popular

A fila que começa a se formar por volta das 10h45 e o cheirinho de feijão anunciam que o almoço está quase pronto. Crianças, jovens e idosos aguardam pacientemente o momento de serem servidos. E ninguém reclama. Com R$ 1, o acesso a uma alimentação saudável e equilibrada está garantido.
De 250 refeições diárias para cerca de 1.000. De 7.000 pratos servidos por mês para mais de 20 mil. Os números revelam que o Restaurante Popular Herbert José de Souza, mantido pela Secretaria de Assistência Social, tem muito mais do que o quarto aniversário para comemorar. Também é hora de celebrar a melhoria no atendimento e o aumento gradativo do público beneficiado.
Inaugurado em 11 de abril de 2008, o restaurante é reconhecido pela alimentação barata e saudável. “O nosso compromisso agora é com a segurança alimentar”, diz Maria de Lurdes Prebianca, coordenadora do restaurante e presidente da Asanj (Associação de Segurança Alimentar e Nutricional de Joinville). “Muitas pessoas acham que o nosso foco é somente a comida barata, mas não é. Atendemos a todos os públicos porque todos têm direito a se alimentarem de forma segura”, reforça.
Waldemira Nhoatto Antunes dos Santos e o marido, Laudelino Santos, são a prova disso. Há dois anos eles frequentam diariamente o local. Preocupada com a pressão alta, ela procurou o local também com a perspectiva de melhorar a qualidade de vida por meio da alimentação. “Meu problema diminuiu quase 90%. Aqui, a comida vem com menos sal e é muito nutritiva”, diz. “Com o que economizamos aqui, conseguimos ajudar outros idosos do grupo que coordenamos”, lembra Laudelino.
“Priorizamos os produtos regionalizados e balanceados”, diz a nutricionista e diretora técnica da Asanj, Natália Aguiar Bettio. Segundo ela, apesar de o público-alvo ser de cidadãos em condições de vulnerabilidade social, não há restrição. “Qualquer pessoa pode vir.”
Atualmente, a administração do restaurante é feita pela Asanj, que recebe um repasse mensal de cerca de R$ 100 mil da Secretaria de Assistência Social. O valor é investido na manutenção dos equipamentos, remuneração dos funcionários e no pagamento das contas. Parte da verba também é utilizada para subsidiar o preço real das refeições, que chega a R$ 3,50.

Produtos da agricultura local

A alimentação mais saudável no restaurante ganhou reforço no fim de 2011, após a municipalização da gestão. Os agricultores familiares de Joinville se tornaram fornecedores e, com isso, além de ajudarem no equilíbrio do cardápio, incrementam a própria renda.
O Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar garante produtos como verduras, legumes, pães, massas e frutas ao cardápio do Restaurante Popular. Os 125 agricultores inscritos no programa, feito em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social, fornecem alimentos também para outras entidades socioassistenciais de Joinville.
“Com isso, melhoramos a vida das famílias no campo. Nosso principal foco é o restaurante popular”, explica a coordenadora do programa, Lucimar Pereira Silva.

Katia Nascimento/Divulgação

Produtos servidos são fornecidos por agricultores de Joinville

Nova unidade na zona Sul

O metalúrgico Jauri de Souza comemora os quatro anos do Restaurante Popular Herbert José de Souza como um dos frequentadores mais antigos. Logo que o local começou a funcionar, ele decidiu experimentar a comida. Aprovou e nunca mais abandonou. “Eu trabalhava aqui perto e vinha direto. Agora, trabalho de noite, mas mesmo assim não deixo de vir sempre”, diz o morador do Jarivatuba.
Jauri deve se tornar frequentador de outro Restaurante Popular com inauguração prevista ainda para este ano: o do bairro Adhemar Garcia, que está em construção e vai servir aos moradores da zona Sul de Joinville. A estrutura vai ser maior do que a do bairro Bucarein e deverá atender, em média, cerca de 2.000 pessoas.

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