Reviravolta: Homem não morreu por explosão de carregador, diz bombeiros de Xanxerê

Atualizado

A perícia realizada pelo Corpo de Bombeiros na casa de Emerson Ribeiro de Paula, de 31 anos, que morreu depois de sofrer queimaduras em cerca de 50% do corpo, descartou a hipótese de explosão no carregador de celular. O homem faleceu no hospital na noite de domingo (12) após cinco dias internado.

Aparelho da vítima não foi danificado pelo fogo – Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação/ND

Durante o socorro, segundo os bombeiros, a vítima contou que o carregador de celular explodiu ao lado de sua cama e incendiou o colchão em que ele estava, por volta das 4h de terça-feira (7), no bairro Vila Sésamo. 

Emerson Ribeiro era paraplégico e teve dificuldades de sair da cama. Quando os bombeiros chegaram, o homem estava deitado na sala, sem roupas e com fortes dores no corpo. A vítima sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus e foi internada no Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê.

A perícia feita pelos bombeiros concluiu que o incêndio teve ação humana direta. Ou seja, não teria ocorrido a explosão do dispositivo eletrônico, conforme o relato da vítima durante o socorro. 

“Foi claramente identificado o início do incêndio no colchão, com vários focos que iniciaram simultaneamente, inclusive com o uso de um acelerador, possivelmente álcool doméstico”, disse o Tenente Coronel, Walter Parizotto, do Corpo de Bombeiros de Xanxerê. 

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O carregador, o smartphone e a rede elétrica da casa foram periciadas e nenhuma evidência de acidente foi encontrada pelos bombeiros. 

“A causa está muito bem caracterizada, nossos peritos chegaram exatamente no ponto onde o fogo iniciou. Não foi o carregador”, disse Parizotto. 

Laudo

Em nota divulgada pelo Corpo de Bombeiros, na manhã desta terça-feira (14), a corporação destacou que: 

  • No momento do incêndio não havia nenhum equipamento ligado à tomada que estava junto à cama;
  • Não houve nenhum dano interno ao carregador que indicasse que o mesmo estivesse com sobreaquecimento ou que tivesse explodido;
  • Não houve nenhum dano no aparelho celular que indicasse que o mesmo teve sobreaquecimento ou que tenha explodido.

Os bombeiros disseram que não há indicação de que houve explosão, pois o smartphone e o carregador estavam preservados – apenas com queima externa (ou seja, de fora para dentro decorrente das chamas). 

Investigação 

A documentação foi encaminhada à Polícia Civil que instaurou um inquérito para investigar o caso.

O delegado Evandro Luiz Oliveira de Abreu diz que recebeu o posicionamento dos bombeiros, mas ainda aguarda a conclusão dos laudos do Instituto Geral de Perícias.

“Então vou confrontar as informações com mais alguns depoimentos e traçar uma linha de investigação”, disse Abreu.

Polícia