Romário participa de homenagem ao Instituto Lagoa Social e fala sobre a Copa e futuro político

Daniel Queiroz/ND

Romário é parceiro da entidade fundada por Edmilson Pereira Junior (e)

O deputado federal e ex-jogador da Seleção Brasileira, Romário (PSB-RJ), esteve na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, nesta quinta-feira à noite, durante a solenidade em comemoração aos 10 anos de fundação do Instituto Lagoa Social. A presença de Romário no evento foi mais um passo para a parceria entre o político e o projeto, que atende crianças e jovens carentes da Grande Florianópolis.

Romário elogiou a iniciativa e mostrou-se decepcionado com as ações do poder público em garantir as necessidades básicas para a população. “É obrigação do governo, mas já que ele não faz, alguém tem que fazer. No Brasil, quando o poder público não tiver como agir diretamente, procure ajudar ONGs, fundações e institutos como o Lagoa Social”, disse.

Fundado em 2002 por Edmilson Pereira Junior, o instituto completa uma década desenvolvendo projetos sociais com foco na área esportiva e cultural. “Acho que o Romário apoiando mostra que o instituto nada mais é que um trabalho leal e verdadeiro. Esta é a bandeira dele, só que a bandeira dele é nacional”, comentou Edmilson.

“A importância é fundamental. São ações como esta que nós brasileiros precisamos ter. Ajudar as nossas crianças o quanto for possível”, afirmou Romário.

ENTREVISTA

A Copa trará melhorias para o Brasil?

Não. Esta é uma mentira deslavada. A mobilidade urbana seria o maior legado para o povo, mas a velocidade das obras preocupa e acredito que não estarão 100% para a Copa do Mundo. Sem falar nos estádios, aeroportos… O governo deixará que aconteçam as obras emergenciais, as que não precisam de licitações. Talvez vamos presenciar um dos maiores roubos da história deste país.

Pretensões políticas depois de 2014?

Durante meu mandato, vou procurar fazer o que eu puder. Não quero me arrepender de não ter feito alguma coisa. Posso não fazer, mas vou lutar. Tenho me dedicado 100% à vida política. Tenho certeza que o primeiro ano foi positivo e este ano vai ser mais. Minha bandeira está ligada às pessoas deficientes. Tenho muita coisa para fazer.

O futuro é morar em Florianópolis?

Passei a gostar muito da cidade, tenho feito bastantes amigos. E, se um dia existir esta possibilidade, talvez seja Jurerê.

O povo fiscaliza as obras para a Copa?

O povo brasileiro tem muito interesse na Copa. Pelos sites e portais o povo tem acompanhado, tem visto o que acontece. Os gastos exorbitantes. Verbas que estão sendo disponibilizadas para o evento poderiam ser destinadas para a saúde e educação. Mas a Copa do Mundo não deixa de ser um grande evento. Mesmo com tudo isso, temos que ficar felizes em organizar o Mundial. A Copa é o momento em que você mostra o que é o seu país. Espero que o mundo conheça o Brasil positivo.

E o trabalho do Mano Menezes na Seleção?

Técnico tem que vencer, né? Ele não teve, ainda,  resultados muito positivos. A única competição que disputou, a Copa América, não conseguiu  bom resultado. Tem a Olimpíada. Se não tiver um resultado positivo, não estará garantido para a Copa. E se não for o treinador atual, quem assumir tem que dar outra mentalidade, atitude, para a gente fazer uma Copa do Mundo perfeita, pelo menos dentro de campo. A gente precisa ganhar, e com o que a gente tem hoje, fica um pouco difícil.

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