Saiba como a anchova pode salvar o fiasco da safra da tainha

A expectativa da Fepesc (Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina) pela melhor safra de tainha da história não vingou. Muitos pescadores relataram prejuízos, bem diferente da projeção feita pela instituição, de capturar 2,5 mil toneladas de tainha com a pesca artesanal.

Arrasto de praia é modalidade mais antiga da captura da tainha no litoral catarinense – Joyce Reinert/ND

Os pescadores artesanais investiram, por exemplo, em pequenos barcos e acessórios. Esses recursos, porém, não foram recuperados. Foi o caso de Laurentino Benedito Neves, o “Chinha”, pescador da Barra da Lagoa. Ele conta que em 2018 capturou 50 toneladas de tainha.

Com a expectativa alta para 2019, fez um investimento de R$ 22 mil em redes de pesca. O resultado foi de apenas 18 toneladas de tainhas capturadas e o dinheiro aplicado para a pesca não foi recuperado.

Bendita Anchova!

Segundo Ivo da Silva, presidente da Fepesc, é possível uma recuperação econômica com a safra de outros peixes.

“Não foi o esperado no aquecimento da economia. Além da safra ser importante para a economia dos municípios, ela é uma das pescas sociais mais importantes do país, com a participação da comunidade. Em vários municípios de Santa Catarina a população acompanha a pesca e ajuda a puxar a rede, envolvendo um aspecto econômico, cultural e social. A safra da anchova deve suprir a insuficiência da tainha, mas não é social e cultural como a tainha, apenas econômico. O pico da anchova é entre setembro e outubro, mas já está bem avançado. A expectativa é que ao menos economicamente vai suprir a tainha”, afirmou Ivo.

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