Saiba como decifrar a numeração dos ônibus de Florianópolis

Atualizado

Quase ninguém sabe, mas existe uma lógica por trás da numeração dos ônibus de Florianópolis. Criada por decreto em 2003 na gestão Angela Amin, o conjunto numérico identifica as características do serviço.

O conjunto de três números identifica a região de circulação, o tipo de trajeto e a ordem a qual o veículo pertence.

Números identificam a região de circulação, trajeto e ordem dos ônibus – Foto: Divulgação/Canavieiras Transporte

As linhas que iniciam com o número 1, por exemplo, trafegam pela região central de Florianópolis. Como o 101 (Circular Centro), que percorre as avenidas Paulo Fontes, Hercílio Luz e Rio Branco.

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O dígito 2 se refere às linhas do Norte da Ilha, como 264 (Ingleses), 260 (Cachoeira) e 276 (Balneário Canasvieiras). Quase todas têm saída do TICAN (Terminal de Integração de Canasvieiras).

No caso do Leste, a identificação é feita pelo número 3. Já o Centro-Sul — que engloba linhas com saída do Centro em direção ao Sul da Ilha — recebe o número 4 como marcador.

No Continente temos a identificação com o número 6. São os ônibus 665 (Abraão), 660 (Aracy Vaz Callado) e 631 (Capoeiras).

O 7 identifica as chamadas linhas sociais, que têm preços de passagem reduzidos. Com R$ 3,10 em dinheiro é possível percorrer os trajetos como o 762 (Angelo Laporta) e 772 (Chico Mendes).

As linhas com iniciais 8 e 9 são aquelas de trajetos inter-regiões e intra-regiões, respectivamente.

Segundo dígito identifica o tipo de linha

O segundo dígito se refere a maneira como o ônibus vai trafegar. São linhas diretas, paradoras, circulares, periféricas e que percorrerem apenas bairros.

Se é zero, o trajeto é circular, com início e término no mesmo lugar. Se o valor for 1, a linha é direta. É o caso 210 (Tican – Ticen Direto) e 311 (Tilag – Ticen Direto).

Já os ônibus com 2 e 3 são as linhas semi-diretas e paradoras, respectivamente. Os números 5 e 4 identificam as linhas interbairro, como o 250 (Forte/Canasvieiras), por exemplo.

No caso de 6, 7 e 8 são as linhas que circulam dentro dos bairros. Nas regiões periféricas, o identificador é o número 9.

Número de ordem

O decreto 1968 estabeleceu a operação do sistema integrado de transporte coletivo de Florianópolis. Nele estão previstos linhas, itinerários e definições de ordem contratual.

A técnica da Secretaria de Mobilidade da Prefeitura de Florianópolis, Conceição Aparecida Soares dos Passos, explica que as nomenclaturas englobam também as origens das linhas.

“Temos três conjuntos numéricos que identificam os ônibus. Mas são os três primeiros que ajudam o usuário a se localizar”, comenta Conceição.

O último, que pertence a ordem, tem relação com os contratos de ônibus assinados em 2003. Segundo Conceição, eram oito, que classificavam linhas zero, ou originais e as demais.

A linha 272 (Jurerê) é uma destas originais. Dela derivaram algumas outras rotas como a 271 (Daniela).

Referenciando a ordem de criação, o último dígito dos ônibus não ajuda a identificar trajetos.

Mudanças ao longo dos anos

Na prática, depois de 16 anos do decreto que as estabeleceu, as regras apresentam inúmeras exceções.

Houve a criação de novas linhas, que não seguem a nomenclatura original. É caso do 161 (Cacupé/João Paulo via Barreira do Janga), que apesar de iniciar com o identificador do Centro da cidade, faz um percurso diferente.

Linhas que tem o segundo dígito 9, não necessariamente são regiões periféricas e possuem tarifa social. Como a linha 294 (Interpraias), que percorre 35 pontos entre as praias de Florianópolis.

Em todo caso, a maioria das linhas segue a classificação antiga, sendo possível assim decifrar trajetos por meio de seus números.

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