Saiba como evitar acidentes domésticos em tempos de quarentena

Durante a pandemia do novo coronavírus, a tendência é que as pessoas fiquem mais tempo dentro de casa e os cuidados precisam ser redobrados para evitar os acidentes domésticos.

Segundo o Ministério da Saúde, 38% dos atendimentos nas áreas de urgência e emergência dos hospitais são causados por acidentes domésticos. Os riscos atingem todas as faixas etárias, desde crianças que sofrem queimaduras, cortes e intoxicações até idosos, que são vulneráveis a quedas dentro da residência.

Veja a lista dos principais riscos e saiba como garantir proteção: em tempos de coronavírus:

1. Choques elétricos

Para evitar choques, chuveiro precisa ser desligado para mudar a temperatura – Foto: Arquivo/ND

O ano de 2019 contabilizou 697 mortes por choques elétricos em todo país, segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). A entidade alerta que os ambientes familiares lideram o ranking, contabilizando 228 casos em apartamentos, casas e sítios.

Para evitar acidentes domésticos, o órgão orienta que a rede elétrica seja revisada por especialistas. Em casas com crianças, as tomadas elétricas devem ser protegidas para evitar o contato acidental.

Para efetuar reparos na rede elétrica, a chave geral ou os disjuntores devem estar desligados, mesmo que seja para trocar lâmpadas. No banheiro, a chave de temperatura (inverno – verão) do chuveiro elétrico não deve ser mudada com o corpo molhado nem com o chuveiro ligado. 

2. Quedas

Foto: Divulgação/ND

As quedas representam o maior risco para os idosos. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) um terço dos idosos acima dos 65 anos sofre pelo menos uma queda por ano.

A orientação da entidade é evitar o piso escorregadio. Para isso, tapetes e sapatos antiderrapantes devem ser usados. O  Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) orienta que a casa seja adaptada aos idosos.

Assim, os cômodos devem ser bem iluminados, a área de circulação não deve ter obstáculos e nas escadas, além de corrimão seguro, pode ser instalada uma fita antiderrapante na borda dos degraus.

Para proteger as crianças, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é manter os pequenos longe das sacadas e janelas, que devem ficar travadas e com telas de proteção.

3. Queimaduras

Fogão oferece risco de acidente doméstico para crianças e adultos – Foto: Reprodução/NDTV Record TV

A Sociedade Brasileira de Queimaduras emitiu um alerta sobre os riscos de incêndio no uso do álcool 70%, que está sendo amplamente utilizado para a higiene das mãos no combate ao novo coronavírus.

Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, o álcool líquido 70% está sendo liberado no país para o consumidor individual.

A venda havia sido proibida em 2002 em razão dos acidentes por queimaduras em incêndios e ingestão do produto de forma acidental por crianças. Para diminuir os riscos, o produto deve ficar longe de locais com chamas, como velas e fogão.

Queimaduras em crianças podem ser evitadas mantendo os pequenos longe da cozinha, especialmente do fogão. Objetos quentes como chapinhas também devem ser mantidos longe das crianças.

4. Cortes, lesões e traumas

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), lesões cortantes e traumas são um dos maiores riscos para as crianças. A orientação da SBP é manter os objetos pontiagudos em locais altos, com chave ou trava.

Quanto menor a idade, maior deve ser a vigilância das crianças para evitar os acidentes domésticos. Os cantos de móveis e puxadores também podem representar perigo.

Segundo a Sociedade de Ortopedia Pediátrica (SBOP), em caso de acidentes os pais não devem seguir receitas caseiras para tratar a ferida. A recomendação é procurar atendimento médico.

5. Intoxicação e envenenamento

Produtos de limpeza oferecem risco de intoxicação e devem ficar longe de crianças – Foto: Pixabay

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) elaborou uma manual de biossegurança com orientações para evitar intoxicações domésticas. A principal instrução é deixar produtos químicos e remédios trancados e longe do acesso de crianças.

Não guardar produtos como soda cáustica, querosene, detergentes, álcool, água sanitária, amoníaco e desinfetantes embaixo da pia, tanque ou na parte baixa de armários de banheiros, cozinhas e áreas de serviços.

Além da ingestão, as substâncias químicas também podem atingir o corpo através da inalação ou contato com a pele. Para quem utiliza aquecedor ou chuveiro à gás, é fundamental instalar detector de gás na residência para que seja acionado o alarme em caso de vazamento.

Foto: Anderson Coelho/ND

Diferente do gás de cozinha, o monóxido de carbono não emite cheiro e pode causar morte por asfixia. Plantas como ”comigo ninguém pode”, mamona, pinhão paraguaio e coroa de cristo são tóxicas e também devem ficar inacessíveis às crianças.

Saúde