Santa Catarina registra aumento de 18% nos casos de dengue em 2016

Até o dia 17 de dezembro, foram confirmados 3.995 pacientes infectados pelo mosquito dentro do Estado

Conforme balanço parcial da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), divulgado nesta quarta-feira (21), Santa Catarina encerrará 2016 com um aumento de 18% nos casos de dengue em comparação a 2015. Até o dia 17 de dezembro, foram registrados 3.995 pacientes infectados dentro do Estado, enquanto que em dezembro do ano passado havia 3.279 confirmações.

O mosquito é transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya - Venilton Kuchler/ANPr/Divulgação
O mosquito é transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya – Venilton Kuchler/ANPr/Divulgação

Segundo o boletim, do total de casos autóctones, 2.441 (61,1%) foram confirmados no município de Pinhalzinho, no Oeste catarinense. Além de Pinhalzinho, há outros sete municípios que apresentaram níveis de transmissão epidêmicos, todos na região Oeste: Serra Alta, Bom Jesus, Coronel Freitas, Descanso, Modelo, Chapecó e União do Oeste.

Também foram identificados 6.843 focos do mosquito Aedes aegypti em 137 municípios. Neste mesmo período, em 2015, tinham sido identificados 6.996 focos em 116 municípios. Já em comparação ao boletim divulgado há duas semanas, houve um aumento de 190 focos do mosquito em 39 municípios. “Esse crescimento reforça a importância da intensificação dos cuidados para eliminar depósitos com condições propícias para reprodução do Aedes aegypti especialmente neste período do ano, em que há calor e chuvas intensas”, alerta João Fuck, coordenador do programa de controle da dengue de Santa Catarina. 

Santa Catarina em alerta

De acordo com o boletim epidemiológico, atualmente há 50 municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti: Anchieta, Balneário Camboriú, Bom Jesus, Caçador, Camboriú, Campo Erê, Catanduvas, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Descanso, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Itapiranga, Ipuaçu, Joinville, Jupiá, Maravilha, Modelo, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palma Sola, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, Porto União, Quilombo, São Bernardino, São Carlos, São Domingos, São José, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Santo Amaro da Imperatriz, Saudades, Seara, Serra Alta, Sul Brasil, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim. Em 27 deles há transmissão autóctone.

“Embora o maior número de municípios infestados pelo Aedes aegypti e com transmissão de dengue esteja localizado na região Oeste do Estado, é fundamental que se mantenha a vigilância constante para a eliminação de potenciais criadouros do mosquito em todo o estado”, ressalta João Fuck.

A Secretaria do Estado da Saúde reforça a necessidade de prevenir novos focos do mosquito por meio de atitudes simples no dia a dia, como virar garrafas com o gargalo para baixo, evitar água parada em vasos, lajes, entulhos e recipientes, assim como lavar com escova os potes de comida e de água dos animais ao menos uma vez por semana.

Participe do grupo e receba as principais notícias
da Grande Florianópolis na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Notícias

Loading...