Santa Catarina registra três novos casos e duas mortes pela forma mais letal da meningite

Atualizado

O novo boletim da Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), divulgado nesta sexta-feira (6), confirmou que houve três novos casos e uma morte confirmada no Estado por meningite meningocócica. As informações foram atualizadas até 2 de dezembro.

Foram confirmadas 13 mortes por meningite meningogócica no Estado – Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

O ano de 2019 registra, até o último boletim, um total de 50 casos confirmados e 13 mortes causadas por meningite meningocócica.

Os três novos casos registrados em relação ao último boletim foram em Lages, Imbituba e Florianópolis.

Municípios em que houve registros da doença:

Lages foi a cidade que registrou o maior número de casos – Foto: Dive-SC/Divulgação/ND

Em 2019, 38% dos casos se concentraram na faixa etária de maiores de 30 anos. A letalidade, no entanto, se apresentou maior na faixa etária de 5 a 9 anos e de 15 a 19 anos, com uma taxa de 50% em cada uma delas, seguida pela faixa etária em menores de um ano, com taxa de 43%.

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As duas últimas mortes confirmadas foram de um homem de 37 anos, de Pomerode e uma menina de nove anos, de Lages.

Subtipos da doença

Em relação ao sorogrupo da doença, o maior número de casos foi do tipo C, com 19 casos, seguido do tipo W, com 13 casos.

Casos de meningite divididos por sorogrupo da doença – Foto: Dive-SC/Divulgação/ND

Os outros 18 casos confirmados de meningite meningocócica estão divididos da seguinte maneira: nove do sorogrupo B, sete não identificados, e outros dois do subtipo Y.

Em relação à letalidade da doença, os sorogrupos que causaram o maior número de mortes foram o W e C – foram cinco mortes de cada. Ainda houve uma morte provocada pelo B, uma pelo Y e outra morte não identificada.

Mortes por meningite bacteriana, causada pela bactéria Neisseria meningitidis:

  • Mulher, 18 anos, residente em Lages
  • Bebê, 9 meses, residente em Jaraguá do Sul
  • Mulher, 12 anos, residente em Imbituba
  • Mulher, de 70 anos, residente em São José
  • Homem, de 22 anos, residente em Criciúma
  • Bebê, 7 meses, residente em Água Doce
  • Homem, 17 anos, residente em Brusque
  • Criança, 7 meses, residente em Criciúma
  • Professora, de 36 anos, residente em Passos de Torres
  • Mulher, de 58 anos, residente em Blumenau
  • Homem, 32 anos, residente em Biguaçu
  • Homem, 37 anos, residente em Pomerode
  • Menina, 9 anos, residente em Lages

Meningite meningocócica

A meningite meningocócica é a forma mais letal da doença e é causada pela bactéria Neisseria meningitides.

A doença pode ser transmitida pelas vias respiratórias e por gotículas e secreções do paciente, contato íntimo (residente da mesma casa, pessoas que compartilham o mesmo dormitório ou alojamento). A propagação também é facilitada em ambientes fechados e/ou sem ventilação.

Na população, encontramos um grande número de pessoas que tem o causador deste tipo de meningite na garganta, mesmo sem ficar doente ou apresentar sintomas.

Essas pessoas são chamadas de “portadores sãos” e transmitem a bactéria para outras pessoas pelo contato próximo (moradores da mesma casa, pessoas que compartilham o quarto ou que ficam diretamente expostas às secreções) e essas pessoas podem acabar desenvolvendo a doença.

Saúde