Santa Catarina tem o menor percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza no país

Atualizado

Santa Catarina tem o menor percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza (8,0%) no país. Em 2018, o Estado tinha 566 mil pessoas com rendimento inferior a US$ 5,50 por dia (cerca de R$ 420 mensais ou 44% do salário mínimo vigente no ano passado). A redução foi de 0,4% nesta população em relação a 2017.

Extrema pobreza e desigualdade crescem há 4 anos no Brasil. Em SC, número baixou 0,4% no último ano – Foto: Reprodução/RICTV/ND

Em comparação, no Brasil a proporção foi de 25,3% da população com rendimento inferior a US$ 5,50 por dia. Isso equivale a mais de 13,5 milhões de brasileiros vivendo em condições de miséria em 2018, número recorde para o país. O maior percentual foi no Maranhão (63%), enquanto a região Nordeste concentrou 47% das pessoas abaixo da linha da pobreza no Brasil.

Os dados são oriundos da SIS (Síntese de Indicadores Sociais) e divulgados nesta quarta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Realizada desde 1999, essa síntese analisa as condições de vida da população brasileira.

As informações têm base na PNAD Contínua de 2012 a 2018 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) e foram reunidas em três eixos: Estrutura econômica e Mercado de trabalho, o Padrão de vida e a Distribuição de renda, e a Educação.

Distribuição de renda e rendimento domiciliar per capita

Ainda dentro do tema Padrão de vida e Distribuição de renda, o estado catarinense teve o menor índice de Gini do rendimento domiciliar per capita do Brasil (0,417 contra 0,545 em todo o país). Ele mede a desigualdade de rendimentos em uma escala de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade. Santa Catarina apresentou o menor índice em toda série histórica, iniciada em 2012.

Santa Catarina também apresentou um rendimento domiciliar per capita mediano de R$ 1.188, atrás somente do DF (R$ 1.221). Entre as capitais, Florianópolis teve o melhor resultado, com R$ 1.676, enquanto no Brasil foi de R$ 805. O levantamento exclui as pessoas cuja condição no arranjo domiciliar era pensionista, empregado doméstico ou parente do empregado doméstico.

Veja o ranking dos dez melhores:

Rendimento domiciliar per capita mediano – UFs (em reais):

  • Distrito Federal            1.221
  • Santa Catarina             1.188
  • Rio Grande do Sul        1.071
  • São Paulo                      1.043
  • Paraná                               985
  • Rio de Janeiro                  958
  • Mato Grosso                    947
  • Mato Grosso do Sul        925
  • Goiás                                 904
  • Minas Gerais                    862

Rendimento domiciliar per capita mediano – Capitais (em reais):

  • Florianópolis                 1.676
  • Porto Alegre                  1.583
  • Vitória                             1.481
  • Curitiba                           1.355
  • Rio de Janeiro               1.236
  • Brasília                           1.221
  • São Paulo                      1.195
  • Goiânia                           1.173
  • Belo Horizonte              1.111
  • Cuiabá                            1.064

    Fonte: IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 2018, consolidado de primeiras entrevistas.

O estado teve ainda o menor percentual do país de pessoas com renda de até 1 salário mínimo, incluindo as sem rendimentos: 35,5% (cerca de 2,5 milhões de pessoas de um total de 7,061 milhões no estado). Houve aumento de 1,5% desta população em relação a 2017. No Brasil, 57,6% da população está nesse patamar.

Mais conteúdo sobre

Economia