Santa Catarina teve a melhor temporada dos últimos 15 anos, afirma o governo do Estado

De acordo com os números da Operação Veraneio divulgados na manhã desta segunda, a arrecadação aumentou em 8% com a vinda recorde de turistas

A melhor temporada dos últimos 15 anos em Santa Catarina se encerrará após a Páscoa, contabilizando mais de 8,5 milhões de visitantes ao Estado. Segundo anúncio do governo do Estado na manhã desta segunda (22), o aumento no fluxo de turistas internos e externos nesta temporada trouxe aos cofres estaduais um incremento de 8% na arrecadação do ICMS (Imposto Sobre Mercadorias e Serviços). Durante o encontro para apresentação dos números da Operação Veraneio, o Governador Raimundo Colombo ressaltou a importância do setor turístico para auxiliar a economia do Estado no que ele chama de “ano difícil”.

James Tavares/Secom

Governador apresentou o balanço da temporada ao lado dos secretários do Estado

“Tivemos no Carnaval um público superior ao Réveillon e ainda teremos a Páscoa para superar nossas expectativas, que era de 8 milhões de visitantes”, disse Colombo, lembrando que os setores responsáveis já estão com as atenções voltadas para o turismo de inverno. O secretário de Segurança Pública do Estado César Grubba apresentou os números referentes à sua pasta e lembrou que a Operação Veraneio é a maior ação do setor no Estado porque envolve mais de nove mil profissionais da segurança, sejam civis e militares, para atendimento de 50 municípios catarinenses. O investimento foi de R$26 milhões.“Não tivemos nenhuma ocorrência grave durante o Natal e o Réveillon e Carnaval”, destacou o secretário.

Grubba detalhou ainda que no período de 22 de dezembro até 20 de fevereiro, foram apreendidas 190 armas e 201 quilos de drogas, durante mais de 3.000 operações realizadas pela Polícia Militar. Mais de 4.000 pessoas foram detidas ou encaminhas à delegacia de Polícia. O secretário salientou que o número de roubos de veículos apresentou redução de 33%, enquanto a quantidade de roubos em veículos diminuiu 20,4%. As ocorrências envolvendo roubos a comércio caíram 30,5%.

Sobre a segurança dos banhistas, Grubba informou que na temporada anterior 18 pessoas morreram afogadas em praias com guarda-vidas e agora o número caiu para três. No entanto, 66 mortes por afogamentos foram registradas nas orlas catarinenses onde não é oferecido o serviço público de guarda-vidas.

Consumo de energia na Capital bateu recorde dos últimos 15 anos

O presidente da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), Cleverson Siewert lembrou que os maiores problemas de falta de energia registrados durante a temporada ocorreram por razões climáticas. A pior delas teria ocorrido no dia 31 de dezembro de 2015, no Norte da Ilha, quando mais de 35 mil unidades consumidoras ficaram sem o fornecimento. “Ainda assim conseguimos disponibilizar equipes, e a maioria dos consumidores não ficou mais que duas horas sem energia”, observou.

Nos últimos dez dias de 2015, foi registrado aumento no consumo na ordem de 5,6 % no Estado. Sendo que no dia 31, o aumento chegou a 10% no Norte da Ilha e 20% em Balneário Camboriú, o recorde dos últimos 15 anos. Nos demais períodos foram registradas quedas no consumo nem cinco regiões do Estado. “Em razão do alto preço da tarifa as pessoas desligaram o ar-condicionado”, avaliou Siewert, ao salientar que os investimentos feitos pela Celesc possibilitaram melhor oferta e resposta às quedas na temporada que se encerra no dia 29 de fevereiro. “Esses são os melhores números da Celesc nos últimos 15 verões”, apontou.

O presidente da Casan, Valter Gallina lembrou que em razão da alta do dólar a Companhia já previa um grande fluxo de turistas no Estado e por isso se preparou com mais de 64 obras na Grande Florianópolis, sendo a principal delas o decantador construído no Morro dos Quadros, em Palhoça. Sobre saneamento, o calcanhar de Aquiles da Casan nesta temporada, Galina comparou a Capital ao Rio de Janeiro (RJ), que segundo ele teve períodos, em janeiro, com até 58% de qualidade imprópria da água e poluição foi registrada nas praias de Ipanema, Leblon, São Conrado e Barra da Tijuca. “Tivemos 35% de locais impróprios, é muito ruim. Temos de melhorar”, disse ao comparar com os dados da Capital do ano passado, quando a quantidade de pontos impróprios para banho atingiu 50%.

Gallina lembrou que a Casan se comprometeu em despoluir o rio do Braz, ressaltando que o rio está poluído há 15 anos. “Excesso de chuva e ligações irregulares poluem os rios e param no mar”, destacou, ao lembrar que a empresa está firmando um contrato com uma empresa de São Paulo (SP) para atuar na fiscalização do programa “Se liga na rede”. A intenção é assumir o trabalho – que atualmente está a cargo da  prefeitura de Florianópolis – com apoio da Fatma e da Polícia Militar.

A ação será iniciada no Norte da Ilha, onde mais de 27% das residências e estabelecimentos comerciais apresentam ligação irregular de esgoto. Outra medida para conter a poluição será a regulamentação dos caminhões limpa-fossa e dos ônibus de turismo. “Temos dinheiro em caixa e vamos investir. Em março lançaremos o edital para a construção de uma estação de tratamento compacta em Canavieiras para tratar basicamente água da chuva”, garantiu.

Lembrando que a temporada encerra no dia 29 e que ainda são esperados mais de 1,5 milhão de turistas no Estado, o secretário Filipe Mello afirmou que os turistas brasileiros permanecem, em média, 10 dias em Santa Catarina e gastam cerca de R$300,00 enquanto o estrangeiro fica 15 dias e gasta, em média, R$350,00 por dia. Somente no mês de janeiro, uma das principais empresas de transporte rodoviário da Argentina enviou ao Estado 20 ônibus por dia.

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