São Bento do Sul confirma presença do vírus de febre amarela

Atualizado

A Secretaria Municipal de Saúde de São Bento do Sul, no Planalto Norte, confirmou vírus de febre amarela em primatas. A notícia chegou na tarde de quinta-feira a partir da amostra do bugio encontrado morto no bairro Rio Vermelho no último dia 10 de dezembro.

É fundamental que as pessoas que ainda não receberam a vacina dirijam-se às unidades de saúde para a imunização – Foto: Cristiano Andujar/PMF/ Divulgação/ND

Com a informação, o secretário de Saúde, Manuel Rodrigues Del Olmo, se reuniu com a diretora do Centro de Vigilância à Saúde, Marilene Strapassoni; com a veterinária da Secretaria de Agricultura, Gabriella Matos Ferreira; e o responsável pelo setor de epidemiologia, Ricardo Larroyed de Oliveira.

O temor é que alguma pessoa possa contrair a doença. Há, inclusive, um paciente do município internado na UTI com suspeita de febre amarela, mas o resultado dos exames ainda não saiu. Tão logo seja divulgado, a Saúde irá informar a população.

Apesar de o município ter ultrapassado o índice de vacinação, que é de 95%, sempre há alguma pessoa que não foi vacinada e esta poderá contrair a doença. Por isso, se confirmar a doença neste paciente, o município pode ampliar, imediatamente, a vacinação para grupos que não estavam contemplados, como gestantes, mulheres que estão amamentando, crianças até seis meses e pessoas com mais de 60 anos.

Segundo informações da DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) do último dia 21, “em 20 dias, Santa Catarina registrou 64 mortes em primatas suspeitos de febre amarela. As notificações dos óbitos desses macacos estão concentradas nas regiões do Planalto Norte (nos municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho) e Médio Vale do Itajaí (Pomerode, Blumenau e Timbó).

Notificações dos óbitos de macacos estão concentradas nas regiões do Planalto Norte e Médio Vale do Itajaí – Foto: Prefeitura de Planalto Alegre/Divulgação/ND

Até a tarde de quinta-feira, 32 macacos mortos haviam sido encontrados em São Bento do Sul. Estes dados são os informados pela população à Vigilância Sanitária, que recolhe o animal para colher amostras e envia ao laboratório em Florianópolis para comprovar a existência ou não do vírus.

Ações imediatas

Onde foram encontrados macacos mortos, a população foi vacinada, porém, agora, com a confirmação do vírus no município é fundamental que as pessoas que ainda não receberam a vacina dirijam-se às unidades de saúde para a imunização.

A segunda ação é alertar as pessoas para que, quando apresentarem sintomas da doença, procurem o médico imediatamente. Os sintomas são: início súbito de febre; calafrios; dor de cabeça intensa; dores nas costas e no corpo; náuseas e vômitos; fraqueza e cansaço; dor abdominal e icterícia (pele amarelada).

Esses sintomas ocorrem de 3 a 6 dias após a picada e podem durar de 15 a 20 dias. “Cerca de 15% das pessoas podem apresentar os sintomas iniciais, depois ocorre uma melhora dos sintomas que pode durar de algumas horas a poucos dias, e, de repente, piora novamente. Das pessoas que contraem a doença, de 20 a 50% desenvolvem a forma grave e podem vir a óbito. A doença tem quadro evolutivo muito rápido, e isso é o mais preocupante”, ressaltou Ricardo.

Vale ressaltar que a doença não é transmitida de uma pessoa para outra. A doença só é transmitida através da picada de um mosquito contaminado.

Horário especial de vacina

Neste sábado (25), das 8h às 12h, cinco unidades de saúde estarão abertas para vacinação na cidade: Posto de Saúde Central; ESF-1 Serra Alta; ESF-3 Centenário; ESF-5 Cruzeiro; e ainda a Unidade de Saúde do bairro Rio Vermelho Estação.

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