São José recebe 82 venezuelanos em programa de interiorização

Esta é a terceira vez que o estado recebe migrantes vindos de Roraima que foram distribuídos na Grande Florianópolis e Tubarão; grupo é acolhido pelo projeto Pana e contará com apoio da Prefeitura

 Mais um grupo de venezuelanos desembarcou em Santa Catarina esta semana. Eles chegaram em Florianópolis na noite de quinta-feira (20) no programa de interiorização dos migrantes que cruzam a fronteira em Roraima fugindo da crise político-econômica da Venezuela. O grupo formado por 102 pessoas foi distribuído entre São José, na Grande Florianópolis, e Tubarão no Sul do Estado. A recepção dos novos moradores do Estado foi feita pelo projeto Pana, uma parceria entre Cáritas Suíça e Cáritas Brasileira que tem por objetivo contribuir na assistência humanitária e integração local de migrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade.

Grupo desembarcou em Florianópolis na noite de quinta e foi encaminhado para São José e Biguaçu - Divulgação/ND
Grupo desembarcou em Florianópolis na noite de quinta e foi encaminhado para São José e Biguaçu – Divulgação/ND

São José abrigará 82 desses venezuelanos que foram encaminhados para as casas-abrigos mantidas pelo projeto Pana. Segundo Gelson Nezi, coordenador da Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina, as casas estão localizadas nos bairros Areias e Ipiranga, de forma que os migrantes possam viver próximos uns dos outros. “O objetivo dessas casas é que sejam transitórias, com previsão de eles ficarem no local alguns meses até conseguirem se estabilizar. É importante eles estarem próximos também para se auto-ajudarem”, explicou Nezi.

Dos migrantes que ficaram em São José, entre 10 e 12 estão em idade escolar. A partir de agora, o projeto vai identificar o perfil dos venezuelanos para também buscar junto a empresas oportunidades de emprego e estudo. O projeto Pana possui 11 casas-abrigos. Onze localizadas em São José e quatro em Tubarão.

Segundo a Prefeitura de São José, os migrantes serão acolhidos nas áreas da saúde e da assistência social. “Em conversa com a instituição Caritas, o município se comprometeu a informar as unidades básicas de saúde referendadas para que eles recebam atendimento caso necessitem e também com indicação aos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), que faz inclusive encaminhamento para o mercado de trabalho”, informou o município por meio de assessoria de imprensa.

O projeto Pana terá duração de um ano e conta com o financiamento de US$1.491.083,00. Com este recurso o Pana busca beneficiar 3.500 pessoas em todo o país, sendo 80% migrantes venezuelanos e 20% a população em geral. Cada região irá acolher, em média, 500 beneficiados sendo 60% dos beneficiados mulheres.

Grupo é terceiro do programa de interiorização

Esta foi a terceira vez que o Estado recebeu os venezuelanos vindos de Roraima. Em outubro, um grupo com mais de 200 venezuelanos foram encaminhados para Balneário Camboriú. O segundo grupo chegou em novembro, com 26 migrantes encaminhados para Palhoça, na Grande Florianópolis.

A transferência dos venezuelanos para outros estados é uma das ações da Operação Acolhida, iniciada pelo governo federal, em parceria com a Acnur (Agência da ONU para Refugiados), entidades da sociedade civil e prefeituras para dar assistência aos imigrantes que que cruzam a fronteira da Venezuela com Roraima.

Segundo o governo, a interiorização ocorre apenas de modo voluntário e todos os venezuelanos são vacinados, fizeram exames de saúde e estão com a situação regularizada no Brasil. Além de CPF, eles possuem carteira de trabalho.

A Polícia Federal estima que cerca de 160 mil venezuelanos entraram no país desde 2017. Desses, cerca de 60% já deixaram o território brasileiro.

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