São Paulo tem três novos casos suspeitos de coronavírus

Atualizado

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (12) que investiga três novos casos suspeitos de infecção pelo coronavírus.

No total, são 11 casos ainda investigados, mas não há nenhuma confirmação – 33 casos analisados já foram descartados.

Três novas suspeitas de coronavírus em São Paulo estão sendo investigadas – Foto: Alejandra De Lucca V./ND

No Estado de São Paulo, são 6 casos suspeitos.

Os casos estão sendo então analisados pelo laboratório do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

Os pacientes sob suspeita estão em isolamento domiciliar e os familiares estão orientados para prevenção de eventual transmissão do vírus.

A secretaria recomenda uso de máscaras e higienização dos pertences utilizados pelo paciente com suspeita de coronavírus.

A pessoa deve permanecer em casa e evitar contato.

João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Ministério da Saúde, explicou que a maior concentração de casos suspeitos em São Paulo se deve ao tamanho da população do Estado e também por ter um fluxo maior de pessoas que chegam da China.

“São Paulo sempre é área com o maior número de casos de influenza por conta do clima e também porque, em números absolutos, sempre vai ter mais casos por ter uma população maior.

Também porque é um Estado com relações comerciais maiores com a China”.

Dos 33 casos descartados para infecção pelo coronavírus, 14 foram positivos para infecção pelo vírus Influenza (sendo 7 para o tipo B e 7, para o A).

Repatriados

Exames de sangue feitos nos 58 brasileiros que estão em quarentena em Anápolis (GO) descartaram em todos a presença do coronavírus.

Os 34 brasileiros que viviam na China e os 24 tripulantes e profissionais de saúde e de comunicação que acompanharam a viagem de retorno dos repatriados tiveram amostras coletadas no domingo (9), dia em que chegaram ao Brasil e os exames foram concluídos nesta terça-feira (11).

Novos testes serão feitos no próximo domingo (16).

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O ministério explicou que foi feito o exame RT-PCR, específico para o coronavírus que provoca a epidemia na China e que identifica a presença do RNA viral.

Em todos os 58, o resultado foi negativo.

O último boletim divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), na terça-feira (11) aponta que, em todo mundo, já foram confirmados 43.103 casos de infecção.

Sobretudo, 42.708 são da China, onde já morreram 1.017 pessoas em decorrência da doença.

A OMS também definiu que a doença causada pelo vírus deve ser chamada de Covid-19.

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