Saúde da mulher

Divulgação/ND

Paola Haren Oliveira Nobrega, ginecologista e obstetra na Clínica Mulher
paola_haren@hotmail.com

Nesta semana comemoramos internacionalmente o Dia da Mulher. Temos muito a festejar e também a refletir. A mulher é multifunção (esposa, mãe, filha, funcionária, estudante, dona de casa) e acaba acumulando enfermidades com todo esse ritmo frenético, muitas vezes sem chance de desacelerar e cuidar de si. Mas sem combustível (leia-se aqui uma boa saúde) a máquina para.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), a estatística em incidência de depressão no mundo é de duas mulheres para cada homem. Independentemente da origem da doença, endógena (produzida por fatores internos) ou exógena (fatores externos, como decepções e tristezas) o sexo feminino está mais propenso a desenvolver essa disfunção. E ainda se tem mais um agravante: a menopausa. Quando a mulher para de menstruar ela encerra seu período fértil, com isso ocorrem suores noturnos, secura vaginal, instabilidade no humor e muitas vezes esse período coincide com a aposentadoria que gera mudança de rotina, encerramento de atividades, finalização da carreira e sentimento de vazio.

De maneira mais pontual e igualmente avassaladora podem aparecer alguns tumores ginecológicos. Os mais comuns ainda são os de mama, colo de útero e ovário. O HPV, Human Papiloma Virus, é um vírus transmitido sexualmente que deve ser diagnosticado o quanto antes por ser o principal agente causador do câncer de colo de útero. Visitas periódicas ao ginecologista e o diagnóstico precoce podem prevenir o agravamento dessas patologias.

E não é só isso. A mulher tem maior incidência de diabetes, osteoporose, má circulação sanguínea, varizes. O colesterol, embora em menor incidência do que nos homens, acomete as mulheres por motivos genéticos, alimentares ou associado à outra disfunção. É necessária consulta periódica aos profissionais específicos também. As mulheres assumem muitas atividades e em grande parte das vezes colocam-se em último lugar da lista para se cuidar. É bom lembrar, mais uma vez, que o diagnóstico precoce pode evitar o agravamento de muitas doenças.  

De maneira sucinta a ingestão constante de água, atividade física, alimentação saudável, ocupação mental (trabalhos voluntários fazem bem para o coração e para a cabeça), leitura, dança, música ou qualquer outro ofício prazeroso que libere os hormônios da felicidade (serotonina e endorfina) são a posologia para você, mulher. Conheça-se e permita-se.

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