Saúde na terceira idade e engajamento

Aguinel José Bastian Junior

Presidente da ACM (Associação Catarinense de Medicina)

 

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O Dia Mundial da Saúde foi criado em 1948 pela OMS (Organização Mundial da Saúde), e todos os anos, em 7 de abril, consagramos a data, celebrando os relevantes movimentos voltados à saúde desde então. A data já tratou de temas como a resistência aos antibióticos, a mobilidade urbana, os efeitos das mudanças climáticas no corpo, entre outros de igual importância global. Em 2012, o foco é “A saúde adiciona vida à terceira idade”.

Conceituar a saúde não é fácil, principalmente no contexto da desigualdade social, que dificulta o acesso à assistência. Talvez o conceito mais resumido e consistente seja dizer que “saúde é a base da liberdade”. E é essa liberdade que as pessoas procuram e que todos os aspirantes ao poder prometem. Por isso, há muito tempo a saúde ocupa os palanques, sinal claro de sua absoluta prioridade.

O Brasil ainda é um país de jovens, mas a realidade mundial vai testemunhar uma quebra importante de paradigma neste século: o mundo vai passar a ter mais idosos do que jovens. Nossa expectativa de vida aumentou, e com ela os desafios de manter saudáveis aqueles que já chegaram à chamada terceira idade. O idoso saudável colabora de forma importante para a sociedade, nos mais diversos setores laborativos, políticos e do saber.

Aposentar compulsoriamente uma pessoa de 70 anos é provavelmente um erro ainda não bem dimensionado, especialmente nas atividades docentes e de liderança. Mas a logística de bem viver do idoso de amanhã começa hoje. O relógio é democrático na medida em que ninguém fica para trás no envelhecer fisiológico e é justamente por isso que construir hoje o idoso saudável de amanhã repercute diretamente em quem o faz. É autoinvestimento.

Aos médicos, pensadores e agentes diretos da saúde cabe acompanhar esse novo desafio e participar ativamente nas diversas etapas da construção de um sistema que permita ao idoso ser saudável. As medidas preventivas, o combate aos vícios e ao sedentarismo, bem como a participação efetiva nas políticas de saúde, pedem do médico um engajamento consciente.

Atenta à importância e contemporaneidade do tema, a Associação Catarinense de Medicina abraça a campanha da Organização Mundial da Saúde e convida a classe médica, a sociedade e o poder público para o debate claro e construtivista sobre a saúde do catarinense que é idoso, e do que ainda o será.