SC tem 8 novos casos e três mortes pela forma mais letal da meningite

O novo boletim da Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), divulgado nessa terça-feira (5), confirmou que houve oito novos casos e três novas mortes no Estado por meningite meningocócica – formal mais letal da doença. As informações foram atualizadas até 31 de outubro.

Foram confirmadas 11 mortes por meningite meningogócica no Estado – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

O ano de 2019 registra, até o último boletim, um total de 47 casos confirmados e 11 mortes causadas por meningite meningocócica.

Os oito novos casos registrados em relação ao último boletim foram em Biguaçu, Blumenau, Jaraguá do Sul, Palhoça, Pomerode, Passos de Torres e Taió.

Municípios em que houve registros da doença:

Blumenau registrou dois novos casos em outubro – Foto: Dive-SC/Divulgação/ND

Em 2019, 33,3% dos casos se concentraram na faixa etária de maiores de 30 anos. A letalidade, no entanto, se apresentou maior na faixa etária de 10 a 14 anos e de 15 a 19 anos, com uma taxa de 50% em cada uma delas, seguida pela faixa etária em menores de um ano, com taxa de 43%.

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As três últimas mortes confirmadas foram de uma professora de 36 anos, de Passos de Torres, uma mulher de 58 anos, de Blumenau, e um homem de 32 anos, de Biguaçu.

Subtipos da doença

Em relação ao sorogrupo da doença, o maior número de casos foi do tipo C, com 13 casos, seguido do tipo W, com 12 casos.

Casos de meningite divididos por sorogrupo da doença – Foto: Dive-SC/Divulgação/ND

Os outros 22 casos confirmados de meningite meningocócica estão divididos da seguinte maneira: oito do sorogrupo B, 12 não identificados, e outros dois do subtipo Y.

Em relação à letalidade da doença, o sorogrupo que causou o maior número de mortes foi o W – foram quatro no total. Ainda houve três mortes provocadas pelo sorogrupo C, uma pelo B e outra pelo Y.

Mortes por meningite bacteriana, causada pela bactéria Neisseria meningitidis:

  • Mulher, 18 anos, residente em Lages
  • Bebê, 9 meses, residente em Jaraguá do Sul
  • Mulher, 12 anos, residente em Imbituba
  • Mulher, de 70 anos, residente em São José
  • Homem, de 22 anos, residente em Criciúma
  • Bebê, 7 meses, residente em Água Doce
  • Homem, 17 anos, residente em Brusque
  • Criança, 7 meses, residente em Criciúma
  • Professora, de 36 anos, residente em Passos de Torres
  • Mulher, de 58 anos, residente em Blumenau
  • Homem, 32 anos, residente em Biguaçu

Meningite meningocócica

A meningite meningocócica é a forma mais letal da doença e é causada pela bactéria Neisseria meningitides.

A doença pode ser transmitida pelas vias respiratórias e por gotículas e secreções do paciente, contato íntimo (residente da mesma casa, pessoas que compartilham o mesmo dormitório ou alojamento). A propagação também é facilitada em ambientes fechados e/ou sem ventilação.

Na população, encontramos um grande número de pessoas que tem o causador deste tipo de meningite na garganta, mesmo sem ficar doente ou apresentar sintomas.

Essas pessoas são chamadas de “portadores sãos” e transmitem a bactéria para outras pessoas pelo contato próximo (moradores da mesma casa, pessoas que compartilham o quarto ou que ficam diretamente expostas às secreções) e essas pessoas podem acabar desenvolvendo a doença.

Saúde