SC tem mais de 200 casos de dengue em menos de um mês

Atualizado

Santa Catarina registrou mais 206 casos autóctones de dengue, segundo boletim divulgado pela Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), na sexta-feira (5). As situações se referem a casos contraídos na cidade onde a pessoa vive. Mais 18 casos não-autóctones também foram registrados. Os dados foram analisados entre os dias 8 e 29 de junho.

Mapa dos municípios segundo situação entomológica. Atualizado em: 29/06/2019 – Dive-SC/Divulgação

Itapema registrou 492 casos autóctones de dengue e tem a maior taxa de incidência, com 777,9 casos por 100 mil/habitantes. Em seguida vem Camboriú, com 331 registros e uma taxa de incidência de 409,5 casos por 100 mil/habitantes. Porto Belo é o terceiro da lista, com 77 casos e uma taxa de incidência de 369,6 por 100 mil/habitantes. Os três municípios são considerados em estado de epidemia.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

Este ano 20.826 focos do mosquito Aedes Aegypti já foram identificados em 182 municípios catarinenses, sendo que 92 deles são considerados infestados. Além disso, em 2019, há registro de 1.193 casos autóctones e 101 casos importados.

Sinais e sintomas

Normalmente a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti – Dive-SC/Divulgação

Com a diminuição da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, algumas pessoas podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

  • evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
  • guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • mantenha lixeiras tampadas;
  • deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • retire a água acumulada em lajes;
  • dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
  • mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
  • denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

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