SC Transplantes registra 103 doações de órgãos no primeiro semestre de 2015

O número é maior do que o alcançado no mesmo período no ano passado, quando foram feitas 92 doações

A Secretaria de Estado da Saúde e a equipe da SC Transplantes comemoram os números de doações obtidos no primeiro semestre desse ano. De janeiro a junho, a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos de Santa Catarina registrou 103 doações efetivas. O número é maior do que o alcançado no mesmo período no ano passado, quando foram feitas 92 doações.

Divulgação/Guilherme Duarte/Secom/ND

O objetivo é ultrapassar as 202 doações realizadas no ano passado

Em 2014, a SC Transplantes conseguiu 202 doações, marca considerada histórica. “No primeiro semestre desse ano tivemos 103 doações de órgãos. Se continuarmos assim, até o final de 2015 teremos um novo recorde, pois, historicamente, o segundo semestre tende a ser muito melhor que o primeiro”, projeta Joel de Andrade, coordenador Estadual da SC Transplantes.

Nos primeiros seis meses desse ano foram realizados 626 transplantes de órgãos e tecidos, com 326 de córneas, 111 de rim, 63 de esclera, 53 de fígado, 36 de medula óssea, 20 de osso, 6 de rim e pâncreas,10 de válvula e um de coração.

“O aumento de doações de órgãos e tecidos é muito importante para diminuir a fila de pessoas que aguardam por transplantes. Atualmente, o número chega a 757”, informa Andrade. As maiores filas são para transplantes de rins (343), córneas (229), fígado (75) e medula óssea (62).

Quem pode doar

Todos podem doar órgãos e tecidos. Não é necessário deixar nada por escrito, basta comunicar sua família sobre o desejo da doação. A doação de órgãos só acontece após autorização familiar.

Como é o processo de doação de órgãos

1º) Detecção do potencial doador consistente com morte encefálica ou cardíaca;

2º) Manutenção clínica do potencial doador (é administrado soro e remédios para os órgãos continuarem funcionando e terem condições de serem transplantados);

3º) É feita a comunicação de morte aos familiares;

4º) Após duas horas é realizada a entrevista com as famílias do paciente que não tem contraindicação;

5º) Com o consentimento da família são iniciados os exames e o planejamento de remoção dos órgãos;

6º) Após a retirada dos órgãos inicia a logística de transporte.

Segundo Joel de Andrade, esta é uma das etapas mais importantes, pois quanto mais jovens os doadores, mais complexa é a logística devido o potencial de utilização dos órgãos. “Para isso temos à disposição aeronaves da Polícia Militar e Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, Samu, táxi aéreo e vôos comerciais, de acordo com a disponibilidade no momento”, explica o coordenador da SC Transplantes.

No caso de mais de um órgão a ser doado, a logística é ainda maior, pois na maioria dos casos os receptores residem fora de Santa Catarina. Desta forma, a responsabilidade da logística passa a ser do Estado onde o paciente que receberá o órgão reside.

Todo o processo movimenta uma equipe composta por 45 pessoas e dura em média de 8 a 12 horas, com exceção de órgãos como o coração e o pulmão, que precisam ser transplantados rapidamente, não ultrapassando o tempo de quatro horas.

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