Secretária afirma que iniciação sexual tardia é diferente de abstinência

O governo federal prepara para a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez, que começa em 1º de fevereiro, uma campanha de apoio à iniciação sexual tardia, para discutir os riscos da iniciação sexual precoce. As peças também serão divulgadas no Carnaval e seguirão o estilo “pense duas vezes”.

Iniciação sexual tardia é diferente de abstinência, diz secretária da Família Angela Gandra – Foto: Divulgação/MDH

A ideia surgiu quando a Secretaria da Família do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos recebeu dados do Observatório Nacional da Família. Os dados mostraram uma queda na idade média do início da vida sexual do brasileiro: 12,7 anos para homens e 13,8 anos para as mulheres.

O início precoce da vida sexual e à taxa de gravidez na adolescência do Brasil (acima da média mundial, segundo a OMS) acenderam um alerta na secretaria para a necessidade de se discutir o início da vida sexual de forma mais ampla, segundo a pasta.

Além disso, está em desenvolvimento um programa de educação sexual nas escolas com discussões ampliadas do impacto do início precoce da vida sexual. Uma portaria interministerial, detalhando os programas e seus custos, está prevista para as próximas semanas.

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Além disso, as informações sobre o programa, que circulam desde as últimas semanas, geraram críticas de que o governo estaria sugerindo a abstinência sexual dos adolescentes.

A secretária da Família, Angela Gandra, está à frente do projeto. Ela nega que o governo defenda a abstinência ou que queira determinar uma idade mínima para o início da vida sexual. “O governo quer ampliar a discussão. A educação sexual que apenas mostra contraceptivos parece não estar funcionando, mas não será abandonada”.

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