Seguranças que asfixiaram cliente de mercado são denunciados por homicídio intencional

Atualizado

Dois seguranças particulares que prestavam serviço no hipermercado Extra, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, foram denunciados por homicídio doloso nesta quinta-feira (27). Os homens são acusados pela morte de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, de 25 anos, no dia 19 de fevereiro deste ano. A pena prevista para o crime, se houver condenação, é de 12 a 30 anos de reclusão.

Jovem morreu asfixiado por segurança no dia 19 de fevereiro de 2019

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De acordo com a acusação feita pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio), houve qualificação pelo emprego de asfixia já que,  esmo depois de dominar o cliente, um dos vigilantes continuou a aplicar o movimento que impedia a vítima de respirar.

Davi Ricardo Moreira Amâncio foi denunciado por estrangular a vítima. Já Edmilson Felix Pereira foi acusado pelo mesmo crime devido à conduta omissa. Segundo o MP-RJ, Pereira apenas observou a conduta de Amâncio, quando, na condição de vigilante do estabelecimento, deveria ter tentado impedir o  crime cometido pelo colega.

O caso

Gonzaga estava no mercado com a mãe, Dinalva Santos de Oliveira, quando repentinamente correu em direção aos seguranças. Desarmado, ele foi imobilizado e acabou asfixiado por Amâncio, enquanto Pereira observava. Socorrido, o cliente chegou vivo à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Barra da Tijuca, onde recebeu os primeiros socorros. Mas ali sofreu três paradas cardiorrespiratórias e morreu.

“O menino provavelmente teve um surto, saiu correndo, o segurança correu atrás, derrubou o garoto no chão e o imobilizou. Pedro estava desarmado, não tentou pegar a arma do segurança nem oferecia nenhum risco que justificasse aquela reação”, afirmou dias após o crime o advogado Marcello Ramalho, que representa a família da vítima.

Polícia