Sem passarela, pedestres e atletas arriscam passagem em meio aos carros na Beira-Mar Norte

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Devido à falta de sinaleiras e passarelas na área da Beira-Mar Norte, nas proximidades do terminal Rita Maria e da Ponte Colombo Salles, muitos pedestres acabam atravessando no meio da avenida. Cerca de 300 pessoas circulam diariamente pela região.

Quem mais sofre com a situação são os clubes de remo e os praticantes do esporte no local. Para não correr o risco de atravessar fora da faixa, eles precisam caminhar cerca de um quilômetro até a sinaleira mais próxima.

Travessia Beira Mar Norte – Daniel Queiroz/ND

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“Eu estava atravessando quando veio um carro a toda velocidade, saí correndo e tropecei na calçada. Arrebentei o queixo”,  lembra Odilon Martins do acidente que ocorreu em 2012, quando tinha 82 anos. Ele pratica remo na região. O esporte faz parte da sua vida há 70 anos.

Os problemas de estrutura estimulam desistência dos alunos dos clubes de remo. “Quando o pai sabe que o filho passa risco de atropelamento, prefere segurar. De 10 que a gente traz, ficamos com dois ou três”, afirma o presidente Toninho Farias, do Clube Náutico Riachuelo.

“É um esporte que já foi símbolo de Santa Catarina”, afirma Iuri Vieira, árbitro de remo. O profissional contou ainda que desde 1970, quando foi feito o aterro, existe a promessa de melhoria da acessibilidade no local. Os atletas já fizeram inclusive um abaixo assinado reivindicando soluções para melhorar a mobilidade na área.

O Secretário da Casa Civil do município, Everson Mendes, afirma que antes de aplicar uma medida, é necessário verificar qual será o impacto no trânsito da terceira faixa da Via Expressa. Acrescentou ainda que o projeto está em estudos, com uma equipe analisando o impacto das diferentes propostas, como passarelas e sinaleiras na região.

*Com informações da RICTV

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